CARACAS — O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, um dos principais líderes chavistas, afirmou nesta quinta-feira (8) que um número significativo de prisioneiros, tanto venezuelanos quanto estrangeiros, será libertado nas próximas horas. A medida foi descrita pelo governo como um gesto de paz em meio à crise política que se acirrou no país.
Em pronunciamento oficial, Rodríguez disse que o governo bolivariano, juntamente com instituições estatais, tomou a decisão de promover as solturas, que já estariam em andamento no momento da declaração. Ele ressaltou que a ação foi unilateral e não acordada com nenhuma outra parte política ou internacional.
A libertação de detidos, muitas vezes reivindicada pela oposição venezuelana e por grupos de direitos humanos, inclui cidadãos estrangeiros — embora não tenham sido divulgados números precisos ou a identidade dos beneficiados.
Contexto de repressão e prisões
A declaração ocorre em meio a um clima de forte repressão em todo o país, intensificada desde que o presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças militares dos Estados Unidos no último fim de semana, em uma operação que chocou governos e organismos multilaterais.
Relatos de organizações de direitos humanos e de veículos internacionais apontam que forças de segurança venezuelanas ampliaram a presença nas ruas, instalando postos de controle onde civis e motoristas são interrogados, e há denúncias de verificação de conteúdo de celulares em busca de sinais de oposição ao governo. Esses grupos também denunciam prisões arbitrárias de jornalistas e críticos do regime.
Na última segunda-feira, o governo venezuelano havia ordenado a “busca e captura em âmbito nacional” de pessoas envolvidas na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro, intensificando ainda mais a sensação de incerteza e medo entre setores da sociedade.
Repercussões
A ação de libertação, no entanto, ocorre em um cenário marcado pela polarização e pela contestação à autoridade do regime atual. A oposição venezuelana havia exigido repetidamente a soltura de detidos políticos, que, segundo organizações como o Foro Penal, ainda seriam centenas no país.
Em um momento de tensões regionais e internacionais, a iniciativa de liberar detentos pode ser interpretada como uma tentativa do governo interino de reduzir pressões internas e externas, mesmo sem um acordo político amplo. O impacto real dessa medida, inclusive sobre o número total de presos e a dinâmica de repressão no país, ainda não está claro.
— Reportagem em desenvolvimento com informações de veículos internacionais.

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