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MENINA QUE VENDIA LATINHAS PARA PARTICIPAR DE CONCURSO DE MISS CONSEGUE PATROCÍNIO




A história da Maria Eduarda da Silva é daquelas de aquecer o coração. Com apenas 10 anos de idade, ela não poupou esforços para realizar seu sonho de ser modelo e desfilar no concurso da Pequena Miss Brasil. E, como deveria ser, seus esforços não foram em vão. Ela acabou chamando atenção do estilista Edson Eddel e agora vai ganhar dois vestidos exclusivos para participar do desfile. 

A costureira Rosana Maria de Oliveira da Silva conta que a filha começou a se interessar por desfiles desde muito nova. Aos 5 anos, a criança já passava horas brincando com suas barbies e fazendo roupas para as bonecas. No entanto, como a família é humilde e vive em Apucarana, no interior do Paraná, ela não deu muita importância ao anseio da menina até que em 2019, o acaso fez sua parte e levou Maria Eduarda direto para um profissional do meio. 


“Quando eu conheci elas, eu estava fazendo compras no mercado bem na época do concurso de Miss Apucarana, e a Maria Eduarda estava desfilando entre as gôndolas do estabelecimento. Aquilo chamou a minha atenção, eu fui e falei com a Rosana e com o Michael, pai da Maria. Eu expliquei para eles do concurso, mas eles não demonstraram muito interesse e ficaram de pensar. Mas com o passar dos dias, a Maria Eduarda não se deu por vencida, foi falando, falando na cabeça da mãe, até que ela fez a inscrição dela no concurso”, lembra Marcos Santos, coreógrafo de concursos de miss.

Para surpresas de muitos, mas não de Marcos que já tinha visto todo o potencial da pequena modelo, no dia 9 de fevereiro deste ano, ela participou da final do Miss Infantil Apucarana, foi a ganhadora do concurso e, com isso, ganhou o direito de participar do Pequena Miss Brasil 2020. 



“De 34 crianças, a Maria Eduarda ganhou em primeiro lugar, com alto destaque no desfile, na postura, na elegância. Mas com simplicidade, a roupa dela é claro não era luxuosa ou algo do gênero, era simples, porque a família é muito simples” completa o coreógrafo. 

Vencida a primeira etapa, vinha mais um desafio, o concurso que iria escolher a Pequena Miss Brasil 2020 seria em abril e foi logo descartado por Rosana, já que ela e o marido não teriam como custear a participação da filha. No entanto, com a chegada da pandemia e o adiamento da competição, a modelo mirim viu a oportunidade de usar o tempo a seu favor. 



“A mãe dela falou que ela não ia por mais que ela ganhou, que poderia ser dado a vaga dela para outra pessoa porque ela não tinha condição financeira. Quando o concurso foi adiado, a Rosana falou brincando ‘vou catar umas latinhas e ver o que eu consigo até fim do ano’, mas a Maria Eduarda levou a sério a brincadeira e começou a catar latinhas. Ela foi juntando, juntando e já conseguiu até pagar a inscrição com o dinheiro das vendas”, pontua Santos que a essa altura já abraçou a causa e tem trabalhado como produtor da Maria Eduarda. 

Desde pequena, consciente de que pouco nessa vida vem de graça, a própria Maria Eduarda explica que o dinheiro que o pai, que é servente de obras, e mãe ganham cobre apenas os gastos de sobrevivência da família. Por isso, sua participação do concurso de beleza dependia tanto da venda das latinhas. 



“A necessidade de vender as latinhas é porque a renda da família é toda comprometida com alimentação e despesas da casa, então nós precisávamos de um extra para que eu pudesse participar do concurso”, conta a pequena modelo. 

Pequena Miss Brasil com vestido especial 

Na última semana, mais uma vez o destino sorriu para a pequena modelo do interior do Paraná: o estilista Edson Eddel acostumado a confeccionar roupas para misses e artistas, encontrou a história da Maria Eduarda nas redes sociais e decidiu fazer algo para ajudá-la na realização desse sonho tão especial. 



Além de se comprometer em fazer um vestido especial para ela participar do Pequena Miss Brasil, que irá acontecer em fevereiro de 2021 em Curitiba, capital do estado, ele também está procurando maquiadores e cabeleireiros que queiram de forma voluntária preparar a menina para o desfile.

“Eu descobri ela por uma matéria, primeiro eu vi o traje dela sustentável, logo de cara me interessei e pensei ‘eu visto ela sem problema nenhum”, conta Eddel, que depois de saber de todo esforço da criança para participar do concurso de beleza, teve mais vontade ainda de ajudar. 



Em uma postagem feita pelo estilistas em seu Facebook, Maria Eduarda agradece em lágrimas pelo apoio e patrocínio. A publicação acabou chegando em várias misses paranaenses, entre elas, algumas já coroadas com o título de Miss Paraná, que viram todo o potencial da criança e decidiram abraçar a causa. 

“Também estou acertando com as misses, acho que vai umas 10 ou 12 misses, no dia do concurso para torcer para a Maria Eduarda”, finaliza o estilista. 

*Com informações de R7.









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