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Resposta da Meta ao governo brasileiro veio direto dos EUA e em tom mais ameno que o de Zuckerberg


Faltavam dez minutos para a meia-noite da terça-feira (14) quando a Meta, empresa do bilionário Mark Zuckerberg, entregou sua manifestação oficial ao governo do Brasil sobre as mudanças que decidiu implementar em suas políticas de moderação de conteúdo.

A posição da empresa veio direto de sua sede nos Estados Unidos, com cópia em inglês e português, e em tom mais ameno do que o adotado por seu CEO ao anunciar a guinada de posicionamento da big tech.

Num alinhamento político inédito com o próximo presidente americano, Donald Trump, a Meta decidiu acabar com o sistema de checagem de fake news por empresas parceiras e profissionais e ainda passar a permitir ofensas e até agressões sem qualquer base científica a mulheres, imigrantes e à comunidade LGBTQIA+.

Segundo uma fonte com acesso ao documento, a empresa fez questão de, ao se dirigir ao governo brasileiro, tirar força das tintas usadas por Zuckerberg ao tratar da mudança de posição da firma.

O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral a União e outras pastas, como o Ministério da Justiça, decidirá agora, ao longo da terça, que atitude adotará diante da manifestação da Meta.

A AGU já levantou posições defendidas anteriormente pela empresa que responde pelo Facebook, Instagram e WhatsApp na Justiça do Brasil, em especial no Supremo. Ao defender seus interesses no julgamento que trata do Marco Civil da internet, a Meta tratou seu sistema de checagem de fatos como uma política eficaz para lidar com desinformação, discurso de ódio e crimes no ambiente digital.

Um dos caminhos é usar a ação que já está em discussão para provocar a empresa a explicar, no STF, o motivo, então, de ter desarmado todo esse esquema de proteção dos usuários, passando a permitir, por exemplo, afirmações de que a homossexualidade é fruto de "doença mental".

*G1




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