Nesta quarta-feira (9), o estado de São Paulo recorda o feriado da Revolução
Constitucionalista de 1932, uma das datas cívicas mais importantes da história
paulista e brasileira. O movimento, que completa 92 anos, foi marcado pela
resistência armada de civis e militares paulistas contra o governo provisório
de Getúlio Vargas, instaurado após a Revolução de 1930.
A Revolução
de 1932 teve como principal bandeira a exigência de uma nova Constituição para
o Brasil, que vivia um período de centralização autoritária do poder nas mãos
de Vargas. Após a deposição do presidente Washington Luís em 1930, Vargas
assumiu o controle sem a convocação de eleições, o que gerou insatisfação entre
diversos setores políticos, especialmente em São Paulo — estado que teve sua
hegemonia política rompida com o fim da chamada "política do café com
leite".
No dia 9 de
julho de 1932, tropas paulistas iniciaram o levante contra o governo federal.
Durante três meses, cerca de 35 mil combatentes paulistas, entre soldados e
voluntários civis — muitos deles estudantes, profissionais liberais e
trabalhadores — enfrentaram as forças federais em diversas frentes de batalha.
Apesar da bravura e da mobilização popular, a revolução foi militarmente
derrotada em outubro do mesmo ano.
Mesmo com a
derrota bélica, a Revolução Constitucionalista foi vitoriosa no plano político.
A pressão do movimento contribuiu para que, em 1933, Vargas convocasse eleições
para a Assembleia Nacional Constituinte, que resultariam na promulgação da
Constituição de 1934. O episódio também consolidou a identidade paulista como
símbolo de resistência e luta por direitos democráticos.
O dia 9 de
julho foi instituído como feriado estadual em São Paulo por meio da Lei
Estadual nº 9.497/1997. A data é marcada por eventos cívicos, homenagens aos
ex-combatentes e cerimônias no Obelisco do Ibirapuera, onde estão enterrados os
restos mortais de heróis da revolução, como os estudantes Martins, Miragaia,
Dráusio e Camargo — cujas iniciais formam a sigla “MMDC”, símbolo da luta
constitucionalista.
Mais do que
um marco histórico, o 9 de Julho segue sendo um lembrete da importância da
participação popular na defesa da democracia e do Estado de Direito.
As
informações utilizadas sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 são
baseadas em fontes históricas consolidadas e dados oficiais, incluindo:
Arquivo
Público do Estado de São Paulo (APESP) – que preserva documentos e registros
sobre a Revolução de 1932, incluindo cartas, mapas, fotos e relatórios
militares da época.
Obelisco
Mausoléu aos Heróis de 1932 (Ibirapuera, São Paulo) – monumento oficial onde
estão enterrados combatentes como MMDC. Informações disponíveis via Secretaria
de Cultura e Economia Criativa de SP.
Lei Estadual
nº 9.497/1997 – institui o 9 de julho como feriado civil no estado de São
Paulo.
👉 Publicada no Diário Oficial do
Estado em 05/03/1997.
Biblioteca
da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) – oferece acervo legislativo e
histórico da revolução e dos debates políticos da época.
Fundação
Getúlio Vargas (FGV) – centro de estudos que reúne análises históricas e
políticas sobre a Era Vargas, incluindo a Revolução de 1932.
Historiadores
e obras clássicas sobre o tema, como:
“A Revolução
de 1932” – Hélio Silva
“1932: São
Paulo em armas” – José Alfredo Vidigal Pontes
Enciclopédia
do IBGE e publicações do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP)
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