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Diplomacia Comercial: Como Países Negociaram Tarifas com os EUA e Evitaram Escalada Econômica

F5 Conchal e Região

Enquanto o Brasil enfrenta a imposição de tarifas de até 50% anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump, outros países optaram por seguir um caminho diferente: o da diplomacia comercial. Segundo a Casa Branca, ao menos seis nações fecharam acordos diretamente com os Estados Unidos e conseguiram negociar alíquotas mais brandas ou compensações estratégicas, sem recorrer a confrontos públicos ou retaliações imediatas.

O caso mais emblemático é o da China, que chegou a sofrer com tarifas de até 145% durante a guerra comercial iniciada em 2018. Em resposta, Pequim retaliou com taxas igualmente duras, gerando um impasse que se estendeu por anos. No entanto, após diversas rodadas de negociação, ambos os países reduziram significativamente as tarifas. O processo culminou em um entendimento preliminar que, até o momento, afastou novas escaladas. A China é a única da lista que chegou a adotar uma retaliação formal antes de firmar um acordo.

Países conseguiram resultados expressivos por meio do diálogo direto:

*Reino Unido: Firmou acordo com alíquota reduzida de 10% e obteve benefícios adicionais sobre produtos como aço e carne.

*Vietnã: Aceitou uma taxa de 20%, considerada moderada diante do cenário global.

*Indonésia: Concordou com uma tarifa de 19%, mas obteve isenção sobre diversos bens norte-americanos, em um modelo de compensação mútua.

*Japão: Finalizou acordo com tarifa de 15%, mantendo o fluxo comercial ativo com segurança jurídica para as empresas.

*Filipinas: Também estabeleceu tarifa de 19%, por meio de tratativas bilaterais diretas com autoridades norte-americanas.

*China

Situação: negociação preliminar em andamento com prazo até 12 de agosto

*Resultado até agora: acordo provisório alcançado em maio, que reduziu tarifas dos EUA de pico de 145 % para 30 %, enquanto a China abaixou a sua de 125 % para cerca de 10 % por 90 dias. Novas rodadas estão previstas (inclusive em Estocolmo).

Todos os países citados mantiveram canais de negociação abertos com Washington e priorizaram soluções técnicas e pragmáticas, em vez de respostas políticas ou litigiosas.

No contexto brasileiro, as falas recentes do presidente Lula — classificando as tarifas como “chantagem” e acusando ingerência política — destoam da estratégia adotada por esses países. Enquanto outros buscaram interlocução direta com autoridades comerciais americanas, o Brasil ainda não anunciou qualquer avanço efetivo em diálogo técnico, nem uma contraproposta formal.

Diante desse cenário, analistas sugerem que uma retomada da diplomacia comercial, centrada em interesses econômicos concretos, pode ser mais eficaz do que discursos inflamados. O histórico de negociações dos países citados indica que há espaço para acordos, desde que o Brasil decida negociar com foco nos resultados e não apenas nas retóricas.





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