Diplomatas recomendam acerto prévio antes de eventual conversa entre Lula e Trump para evitar impasses
Diplomatas
brasileiros e analistas internacionais têm defendido a necessidade de um acerto
prévio entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos antes de qualquer
eventual conversa direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o
ex-presidente norte-americano Donald Trump. A recomendação tem como base um
episódio recente envolvendo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que
teria sido surpreendido por uma abordagem confrontacional durante um encontro
com Trump na Casa Branca, no início de 2025.
Na ocasião,
Zelensky participou de uma reunião com Trump e o vice-presidente J.D. Vance com
o objetivo de discutir apoio financeiro e militar. No entanto, o encontro
rapidamente se transformou em um momento de tensão, com cobranças públicas e
desacordos expostos diante da imprensa. O episódio causou constrangimento
diplomático e repercutiu negativamente entre aliados dos Estados Unidos e da
Ucrânia, sendo apontado como exemplo de uma diplomacia improvisada e de alto
risco.
Diante desse
histórico, diplomatas ouvidos por veículos especializados sugerem que qualquer
tentativa de aproximação entre Lula e Trump seja precedida por entendimentos
técnicos e políticos, capazes de garantir que o diálogo ocorra em bases
estáveis e construtivas. O objetivo é evitar que diferenças de postura ou
interesses sejam exploradas de forma abrupta ou pública, o que poderia
prejudicar a relação bilateral e gerar impactos negativos para o Brasil em
áreas como comércio, meio ambiente e cooperação internacional.
A
preocupação se acentua diante do estilo característico de Trump, que tende a
adotar uma abordagem direta e imprevisível em negociações, frequentemente
recorrendo a pressões públicas e declarações de forte apelo político. Para
diplomatas experientes, a melhor forma de lidar com esse tipo de interlocução é
por meio de acordos prévios, construídos por meio das chancelarias e equipes
técnicas, com definição clara dos temas que serão tratados e dos limites
esperados na condução da conversa.
Além disso, interlocutores próximos ao Itamaraty avaliam que um eventual telefonema entre os dois líderes só deveria ocorrer caso haja um alinhamento mínimo sobre pontos estratégicos, como tarifas comerciais, posições em organismos multilaterais e a atuação de ambos os países em temas globais. A expectativa é de que, com um preparo adequado, o Brasil consiga evitar o desgaste diplomático enfrentado por outros líderes que se encontraram com Trump sem articulação prévia suficiente.
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