Nesta
quarta-feira (30), o governo dos Estados Unidos aplicou oficialmente a Lei
Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF) do Brasil. A sanção foi anunciada pelo Departamento do Tesouro americano
e inclui o congelamento de quaisquer bens que Moraes possa ter nos EUA, além de
proibir cidadãos e instituições norte-americanas de realizar transações com ele.
Segundo o
Secretário do Tesouro, Scott Bessent, Moraes teria conduzido uma "caça às
bruxas ilegal" contra cidadãos e empresas dos EUA e do Brasil, por meio de
detenções arbitrárias, censura a plataformas de redes sociais e processos
politizados — incluindo o que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão
ocorre depois que o Departamento de Estado já revogou os vistos de Moraes, de
outros ministros do STF e de seus familiares imediatos, em 18 de julho, como
forma de pressão diplomática.
Essas ações
antecedem o decreto que impôs tarifa de 50% sobre produtos brasileiros,
anunciado pelo presidente Donald Trump, sob o argumento de proteger empresas
americanas e os direitos de liberdade de expressão de seus cidadãos.
A Lei
Magnitsky foi criada em 2012 e ampliada globalmente em 2016 como ferramenta
para sancionar estrangeiros envolvidos em abusos de direitos humanos ou
corrupção. Ela prevê tanto o congelamento de bens quanto a proibição de entrada
nos EUA e transações com cidadãos ou instituições americanas.
Embora o STF
afirme que Moraes não possui ativos nos EUA, especialistas alertam que seus
efeitos podem alcançar contas em bancos brasileiros que operam nos Estados
Unidos ou utilizam sistemas financeiros americanos — por exemplo, através de
transações em dólar ou liquidadores que passam por bancos norte-americanos.
Essas contas poderiam ser bloqueadas para cumprimento da legislação americana.
O anúncio
ampliou o clima de tensão diplomática. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
classificou as sanções como uma violação à soberania brasileira e disse que o
país não aceita interferência estrangeira no Poder Judiciário.
Até o fechamento desta matéria, o STF e o próprio Moraes não haviam comentado oficialmente as medidas impostas.
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