O governo
federal estuda implementar uma medida que tornaria facultativa a
obrigatoriedade de frequentar autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional
de Habilitação (CNH) nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis). A
proposta mantém a exigência de aprovação nas provas teórica e prática, mas
permite que os candidatos escolham livremente como se preparar para os exames,
sem necessidade de cumprir carga horária mínima em centros de formação de
condutores.
A ideia é
possibilitar que os interessados possam optar entre o estudo autônomo, o
acompanhamento de instrutores independentes credenciados ou o curso em
autoescolas, conforme sua preferência ou condição financeira. A prática em via
pública continuará restrita à presença de instrutores habilitados, conforme
exigências legais, mas o treinamento em locais privados, como pátios fechados
ou propriedades particulares, poderá ocorrer de forma livre.
Segundo o
governo, a medida tem como objetivo principal ampliar o acesso ao processo de
habilitação, especialmente para pessoas com menor poder aquisitivo. Atualmente,
o custo médio para tirar a CNH gira em torno de R$ 3 mil a R$ 4 mil, valor
considerado elevado por grande parte da população. A estimativa é que, com a
flexibilização, o custo possa ser reduzido de forma significativa, sem
comprometer a avaliação final exigida pelo Departamento de Trânsito.
A mudança seria feita por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, sem necessidade de alteração legislativa no Congresso Nacional. O texto ainda está em fase final de elaboração e será submetido ao Palácio do Planalto antes de eventual publicação.
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