João Vitor Malachias é condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato brutal da dentista Bruna Angleri em Araras
O cantor
sertanejo João Vitor Malachias, foi condenado a 35 anos, 10 meses e
14 dias de prisão pelo assassinato brutal da dentista Bruna Viviane Angleri, de
40 anos, ocorrido em setembro de 2023 na cidade de Araras, interior de São
Paulo. A decisão foi proferida na última quarta-feira (16) após um júri popular
que durou cerca de 11 horas e reuniu forte comoção popular. Malachias foi
considerado culpado por feminicídio triplamente qualificado, além dos crimes de
violência doméstica, descumprimento de medida protetiva, furto e destruição de
cadáver.
O caso
ganhou repercussão nacional devido à violência extrema envolvida e à frieza do
acusado. Bruna foi encontrada morta em sua casa, com um tiro no rosto e o corpo
parcialmente carbonizado em cima da cama. Ela já havia registrado boletins de
ocorrência contra João Vitor e contava com uma medida protetiva judicial,
descumprida pelo agressor. O histórico de violência do relacionamento já havia
sido denunciado por Bruna, que era mãe de uma menina de apenas 6 anos na época
do crime.
As
investigações apontaram que o cantor invadiu a casa da vítima durante a
madrugada e a matou com um disparo de arma de fogo no rosto. Em seguida, ateou
fogo ao corpo na tentativa de ocultar o crime e destruir provas. Câmeras de
segurança registraram a presença do réu nas proximidades do local e o momento
em que ele escondeu o possível revólver utilizado e o celular de Bruna. Além
disso, a Polícia Civil obteve registros de que o celular de João Vitor se
conectou ao Wi-Fi da residência da vítima no horário do assassinato,
contradizendo o álibi apresentado por sua defesa.
A Justiça
considerou que o crime foi praticado com emprego de meio cruel, dificultando
qualquer possibilidade de defesa da vítima. A juíza Djalma Moreira Gomes
Júnior, que presidiu o júri, enfatizou a gravidade dos atos e aplicou pena
severa não apenas pelo feminicídio, mas também pelas violações anteriores
cometidas contra Bruna e pela tentativa de ocultação do cadáver. Durante o
julgamento, familiares e amigos da vítima, além de movimentos sociais, marcaram
presença com manifestações pedindo justiça.
O advogado de defesa, Diego Emanuel da Costa, já anunciou que irá recorrer da sentença, alegando fragilidade nas provas apresentadas e argumentando que a pena foi exageradamente alta. No entanto, o réu não poderá recorrer em liberdade e seguirá preso enquanto o recurso tramita nas instâncias superiores.
O caso de Bruna Angleri é mais um episódio doloroso que expõe a face cruel da violência contra a mulher no Brasil, país que ainda enfrenta índices alarmantes de feminicídio. A sentença firme aplicada pela Justiça de Araras também foi vista por movimentos de defesa dos direitos das mulheres como um importante recado de intolerância a crimes desta natureza. A família da vítima, embora ainda abalada, recebeu a decisão com um alívio parcial, ciente de que a condenação representa um passo para que a memória de Bruna seja respeitada e que outras mulheres possam ser protegidas diante de ameaças semelhantes.


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