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Lula veta aumento de vagas na Câmara e devolve ao Congresso a decisão polêmica que pesa no bolso do brasileiro

F5 Conchal e Região

O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei que previa o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso no final de junho e começaria a valer a partir de 2027, conforme redistribuição determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base no Censo de 2022. O aumento das cadeiras contemplaria os estados com crescimento populacional, mas traria um impacto de milhões por ano aos cofres públicos.

Ao justificar o veto, o presidente argumentou que o projeto é inconstitucional e contraria o interesse público, além de descumprir as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias. O governo avaliou que o aumento de vagas acarretaria despesas adicionais que comprometem o equilíbrio orçamentário em um momento de fragilidade econômica. Agora, o veto será enviado ao Congresso, que tem até 30 dias para analisá-lo, podendo mantê-lo ou derrubá-lo.

O imbróglio entre Executivo e Legislativo revela um jogo político já conhecido: o Congresso aprova um aumento impopular, envia ao Executivo que veta, e ambos tentam sair bem na foto com o eleitorado. Lula preferiu não segurar essa "batata quente" e devolveu o problema ao Parlamento, que terá que decidir se insiste no aumento ou aceita o veto sob pressão popular. A postura do presidente reflete o receio de assumir o ônus de criar mais cargos em um Congresso já criticado por ineficiência e altos custos.

O tema acendeu críticas de que o Congresso Nacional se transformou em um grande estúdio de gravação, onde muitos parlamentares aparecem nas sessões apenas para produzir conteúdo para redes sociais, posando de defensores do povo, enquanto pouco fazem para resolver os reais problemas do país. A ampliação de cadeiras seria mais um prato cheio para esse teatro político, especialmente às vésperas das eleições de 2026.

Agora, resta saber se os deputados terão coragem de contrariar o veto e aumentar as próprias vagas, enfrentando a opinião pública, ou se o episódio não passou de um jogo de cartas marcadas: criaram a dificuldade para vender a facilidade. Em qualquer cenário, a decisão final estará nas mãos do Congresso — e sob os olhos atentos da população que, cada vez mais, acompanha o custo da política nacional.



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