Protestos nos EUA reúnem críticas ao tarifaço, políticas econômicas instáveis, retrocessos sociais e ataques aos direitos civis
Milhares de
pessoas foram às ruas nos Estados Unidos neste final de semana em protestos pela
decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos
brasileiros, também refletiram um descontentamento mais amplo com a atual
condução do governo americano. As manifestações, que se concentraram em grandes
cidades como Washington D.C., Nova York e Atlanta, reuniram representantes de
setores econômicos, sindicatos, movimentos sociais e defensores de direitos
civis.
O tarifaço
aplicado contra o Brasil foi um dos principais estopins do movimento. Muitos
manifestantes criticaram a medida, alegando que a imposição de tarifas tão
elevadas sobre produtos brasileiros, como o suco de laranja, aço e outros
itens, prejudicará não apenas o Brasil, mas principalmente os consumidores
americanos. O receio é que o aumento de preços nos supermercados e em setores
industriais gere impactos diretos sobre a inflação e o custo de vida,
especialmente para as famílias de baixa renda. Além disso, representantes de
empresas importadoras dos EUA alegaram que a decisão de Trump não foi baseada
em critérios econômicos, mas sim em interesses políticos e eleitorais,
relacionados ao apoio declarado do presidente americano ao ex-presidente Jair
Bolsonaro.
Contudo, os
protestos não se limitaram à questão comercial. Os manifestantes também
aproveitaram a mobilização para denunciar outras políticas do governo Trump
que, segundo eles, ameaçam a democracia e os direitos civis. Entre as pautas,
estavam os cortes em programas sociais, as restrições migratórias que
dificultam a permanência de estrangeiros nos EUA, os ataques recentes aos
direitos de minorias e da população LGBTQIA+, além das ameaças a direitos de
estudantes trans em escolas e universidades.
Outro ponto
de forte crítica foi a condução econômica do governo, descrita pelos
manifestantes como errática e instável. Eles acusam Trump de usar o
protecionismo comercial e a imposição de tarifas como ferramentas de barganha
política, comprometendo relações diplomáticas e comerciais históricas em troca
de ganhos momentâneos ou de favorecimento a aliados políticos internacionais,
como o próprio Bolsonaro. Os participantes também alertaram para o impacto que
tais medidas podem ter sobre o cenário geopolítico, intensificando tensões com
países emergentes e provocando rupturas no comércio global.
Durante os
atos, lideranças democratas e figuras públicas associadas aos direitos civis
fizeram discursos pedindo que o Partido Democrata adote uma postura mais firme
contra Trump, não apenas no campo institucional, mas também estimulando a
população a praticar o que chamaram de “boa desobediência civil”. A expressão,
inspirada na luta de John Lewis pelos direitos civis, foi resgatada como um
chamado à resistência democrática diante de decisões que, segundo os
manifestantes, fragilizam os pilares do Estado de direito nos Estados Unidos.
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