O cruzador
de mísseis norte-americano USS Lake Erie iniciou a travessia do Canal do Panamá
na noite de sexta-feira (29), em direção ao Caribe. De acordo com o portal
France24, a embarcação ingressou na eclusa de Pedro Miguel por volta das 21h30,
em uma operação que deve durar cerca de oito horas e cobrir os 80 quilômetros
do canal.
A
movimentação faz parte de um reforço militar dos Estados Unidos na região, que
já inclui sete embarcações — entre elas um submarino de ataque rápido movido a
energia nuclear — e a mobilização de mais de 4.500 militares. Segundo o
Financial Times, a operação é apresentada oficialmente pelo governo Trump como
uma ação voltada ao combate de cartéis de drogas ligados ao regime de Nicolás
Maduro, na Venezuela.
O Times of
India destacou que esse grande deslocamento de forças americanas gerou
questionamentos entre especialistas e autoridades locais sobre os verdadeiros
objetivos da operação. Alguns analistas avaliam que se trata de um caso de
“diplomacia da canhoneira”, ou seja, o uso da força naval como instrumento de
pressão geopolítica na América Latina.
A resposta
do governo de Nicolás Maduro foi imediata. Conforme relatado pelo portal
Voz.us, a Venezuela anunciou a mobilização de 15 mil agentes de segurança na
fronteira com a Colômbia, além da utilização de drones e embarcações para o
patrulhamento marítimo. O país também divulgou o alistamento de 4,5 milhões de
milicianos, embora especialistas considerem o número inflado e de difícil
comprovação.
Segundo a Reuters, esse cenário eleva a tensão no Caribe e aprofunda a crise diplomática entre os dois países. Enquanto os Estados Unidos justificam a operação como necessária para frear o tráfico internacional de drogas, aliados de Maduro denunciam a iniciativa como provocação militar e ameaça à soberania venezuelana.

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