A Venezuela iniciou o treinamento de civis em quartéis militares como parte de uma mobilização nacional convocada pelo presidente Nicolás Maduro. A medida tem o objetivo de preparar a população para o uso de armas em caso de agressão externa. Mais de 300 quartéis foram abertos em diferentes regiões do país para receber voluntários da Milícia Bolivariana, força criada no governo Hugo Chávez para atuar ao lado das Forças Armadas. Os participantes recebem instruções no manejo de armas curtas e longas, além de noções básicas de combate.
O programa de treinamento ocorre em meio ao aumento da tensão
com os Estados Unidos. No início de setembro, a Marinha norte-americana afundou
uma embarcação ligada ao grupo criminoso Tren de Aragua, episódio usado por
Washington como justificativa para ampliar sua presença militar no Caribe.
Caracas, por sua vez, classificou a ação como parte de uma “guerra não
declarada” contra o país e anunciou medidas de defesa assimétrica.
Além do treinamento de civis, o governo venezuelano tem
promovido exercícios nacionais que simulam situações de desastres naturais,
como terremotos, e cenários de ameaça externa. Nessas atividades, são testadas
estratégias de defesa civil e integração entre militares e a população. O
discurso oficial sustenta que a mobilização popular é essencial para enfrentar
qualquer forma de hostilidade estrangeira. Já analistas apontam riscos à
segurança interna e veem na militarização civil um fator que pode ampliar
tensões diplomáticas em um momento de instabilidade regional.

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