A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (2) o
regime de urgência para a tramitação de um projeto de lei que aumenta as penas
para o crime de falsificação de bebidas alcoólicas. Com a medida, o texto pode
ser votado diretamente no plenário, sem a necessidade de análise prévia pelas
comissões temáticas.
A proposta foi apresentada em 2007 pelo então deputado Otavio
Leite (PSDB-RJ) e estava em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ). O projeto prevê que a pena para o crime de falsificação de bebidas passe
dos atuais quatro a oito anos de reclusão para seis a 12 anos.
A discussão ganhou relevância após recentes casos de bebidas
adulteradas com metanol, substância de uso industrial e altamente tóxica quando
ingerida
Casos de
intoxicação por metanol
De acordo com dados do Centro Nacional de Informações
Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), o Brasil registrou até
esta quarta-feira (1º) 43 notificações de intoxicação por metanol.
São Paulo concentra 39 casos — 10 já confirmados e 29 em
investigação.
Pernambuco registra 4 casos em investigação.
Foi confirmada uma morte em São Paulo, enquanto outras sete
seguem em apuração (cinco no estado de São Paulo e duas em Pernambuco).
A ingestão de bebidas adulteradas já provocou internações
graves, perda de visão e óbitos. Até o momento, seis mortes em São Paulo estão
relacionadas à intoxicação, sendo uma delas comprovadamente causada pelo
consumo de bebida batizada.
Riscos do
metanol
O metanol é utilizado na indústria como solvente e componente
químico. No organismo humano, é transformado pelo fígado em substâncias
altamente tóxicas, capazes de comprometer a medula, o cérebro e o
nervo óptico. Os efeitos podem incluir cegueira, coma e
morte, além de risco de insuficiência pulmonar e renal.
Próximos
passos
Com a aprovação do regime de urgência, a proposta poderá ser incluída na pauta de votações do plenário da Câmara nos próximos dias. Caso seja aprovada, seguirá para análise do Senado.

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