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Operação em Campinas atinge núcleo financeiro do PCC e cumpre mandados em Mogi Guaçu e Artur Nogueira


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, em conjunto com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar, deflagrou nesta quinta-feira (30) uma grande operação voltada a desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


A ação teve como alvos empresários, agiotas e influenciadores digitais suspeitos de envolvimento com o grupo criminoso. Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva, dos quais sete foram cumpridos até o início da tarde, além de 11 mandados de busca e apreensão. As diligências se concentraram em condomínios de luxo em Campinas, como Alphaville, Swiss Park e Entreverdes, e também se estenderam a cidades do interior, como Mogi Guaçu e Artur Nogueira, reforçando a presença e o alcance das investigações fora da região metropolitana.


Entre os alvos estão dois dos traficantes mais procurados do país: Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” ou “2X”, apontado como um dos principais chefes em liberdade do PCC, e Álvaro Daniel Roberto, o “Caipira”, investigado por tráfico internacional de drogas e crimes financeiros. Ambos seguem foragidos, com indícios de que possam estar escondidos na Bolívia.


Durante o cumprimento de um dos mandados, houve confronto entre policiais e um dos investigados. O suspeito acabou morto, e um policial militar foi atingido por disparo, sendo encaminhado ao Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, onde recebeu atendimento médico.


Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de 12 imóveis de alto padrão e o congelamento de valores em contas bancárias. As investigações revelam que os envolvidos movimentavam grandes quantias em dinheiro, utilizando empresas e transações imobiliárias para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico de drogas.


A operação é um desdobramento das investigações “Linha Vermelha” e “Pronta Resposta”, realizadas em agosto, que desarticularam um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, em Campinas. A partir do material apreendido nessas ações, promotores identificaram novas ramificações do esquema, incluindo ligações entre empresários e traficantes.


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