A Vigilância Epidemiológica de Araras (SP) confirmou, nesta quarta-feira (26), o primeiro óbito por febre maculosa no município neste ano. A vítima é um homem de 34 anos, que faleceu em 3 de novembro após diagnóstico da doença, transmitida pelo carrapato-estrela.
De acordo com a administração municipal, o paciente teria contraído a infecção durante uma trilha e buscou atendimento médico somente 14 dias após a provável exposição ao vetor.
Na região, outros três óbitos já foram registrados em 2025, todos em Leme, município distante cerca de 30 quilômetros.
Doença grave e de alta letalidade
A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e tem transmissão exclusivamente pela picada do carrapato-estrela infectado. A evolução tende a ser rápida, especialmente quando o tratamento não é iniciado logo nos primeiros sintomas.
O médico da Vigilância Epidemiológica de Araras, Rodrigo Klein, reforça a necessidade de atendimento imediato:
“Se a pessoa esteve em área rural ou de mata e apresenta febre, deve iniciar tratamento. O quadro inicial se confunde com dengue e gripe. A demora compromete a eficácia terapêutica, como observado neste caso.”
Araras também registrou um segundo caso confirmado neste ano: um homem de 61 anos, que evoluiu positivamente e recebeu alta.
Em Leme, três mortes foram confirmadas: um homem de 58 anos (infectado após participar de um churrasco em Santa Cruz da Conceição), uma criança de 9 anos e um adulto de 44 anos. No caso mais recente, familiares relataram ter encontrado múltiplos carrapatos no corpo da vítima.
Remoção do carrapato
Profissionais do Núcleo de Zoonoses reforçam que a retirada deve ser feita com pinça, segurando o parasita pela extremidade e puxando delicadamente. Mesmo assim, a remoção precoce é apenas uma medida de redução de risco — não há garantia total de prevenção.
Sintomas
*Conforme o Ministério da Saúde, os sinais mais comuns são:
*febre alta;
*dor de cabeça intensa;
*náuseas, vômitos e diarreia;
*dor muscular;
*manchas vermelhas na pele;
*inchaço e vermelhidão nas mãos e pés;
*alterações graves, como gangrena e paralisia progressiva, podendo levar à insuficiência respiratória.
O diagnóstico precoce é essencial para reduzir o risco de morte.
Áreas de risco
A presença do carrapato-estrela é mais comum em:
*áreas de mata;
*margens de rios e lagos;
*pastagens;
Como prevenir
*evitar caminhar ou sentar sobre gramados e folhas secas;
*manter distância de rios, lagos e animais silvestres;
*priorizar áreas pavimentadas para lazer e atividades físicas;
*usar roupas claras e fazer inspeção após visitar áreas rurais;
*aplicar repelentes eficazes contra carrapatos;
*retirar o carrapato com pinça, sem esmagar;
*tomar banho com bucha ao retornar de áreas de risco;
*seguir orientações de sinalização ambiental;
*manter atenção redobrada com animais domésticos que frequentam áreas de mata.
A febre maculosa permanece como uma das doenças transmitidas por vetores com maior letalidade no Brasil, exigindo vigilância constante e busca imediata por atendimento ao menor sinal de sintomas.


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