Uma força-tarefa integrada por órgãos estaduais e federais apreendeu mais de R$ 2 milhões em espécie e um conjunto de esmeraldas durante a Operação Poço de Lobato, deflagrada para combater um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem econômica atribuídos ao Grupo Refit, um dos maiores conglomerados do setor de combustíveis do país. A ação envolveu a Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, secretarias da Fazenda e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, com cumprimento de aproximadamente 190 mandados de busca e apreensão em vários estados.
O dinheiro foi localizado em dois endereços na capital paulista. Já as esmeraldas — oito sacos contendo pedras em estado bruto, avaliadas individualmente em cerca de R$ 11 mil — foram encontradas em uma empresa ligada ao grupo, em Campinas (SP). Os materiais apreendidos serão analisados para rastreamento de origem e eventual relação com as atividades ilícitas investigadas.
Segundo as autoridades, o Grupo Refit é suspeito de integrar uma estrutura empresarial usada para ocultar patrimônio, reduzir artificialmente o pagamento de impostos e movimentar valores por meio de empresas de fachada, offshores, fundos de investimento e fintechs. O esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos, principalmente em ICMS e tributos federais. As investigações apontam ainda para a utilização constante de novas empresas e reestruturações societárias destinadas a dificultar cobranças e permitir continuidade das operações mesmo diante de dívidas volumosas.
Com base nas evidências colhidas, a Justiça determinou o bloqueio de bilhões em bens e recursos vinculados ao grupo, incluindo R$ 8,9 bilhões por ordem estadual e R$ 1,2 bilhão em medidas da esfera federal. A apreensão de dinheiro vivo e pedras preciosas reforça a suspeita de que o esquema envolvia movimentação financeira paralela e tentativa de ocultação de ativos.
A Operação Poço de Lobato segue em andamento, com análise de documentos, sistemas contábeis e fluxos financeiros para identificar beneficiários, empresas interpostas e o caminho percorrido pelo dinheiro. As autoridades afirmam que o objetivo é desarticular a estrutura utilizada para a fraude e recuperar parte dos valores desviados, além de responsabilizar os envolvidos.
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