Estado de greve no Consórcio 8 de Abril: Secretaria de Saúde avalia impactos e descarta prejuízos aos serviços em Conchal
Trabalhadores vinculados ao Consórcio 8 de Abril, que atua na área da saúde em oito municípios da região — Conchal, Estiva Gerbi, Itapira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Sumaré, Monte Mor e Albertina — aprovaram, em assembleia da categoria, o início do estado de greve a partir de 5 de janeiro, com aviso de paralisação previsto para o dia 12, caso não haja avanços nas negociações.
Conforme a nota divulgada pelos SINDIÇU, a decisão decorre da falta de respostas objetivas da concessionária às reivindicações apresentadas. A categoria afirma que o estado de greve é uma etapa de mobilização, utilizada como instrumento de pressão por melhores condições de trabalho, valorização profissional e garantia de direitos, sobretudo para quem atua em serviços essenciais, como o SAMU. O posicionamento também ressalta que a paralisação é considerada uma medida extrema e que há disposição para o diálogo.
O SINDIÇU, entidade representativa da categoria, informou que segue acompanhando o cenário e mantém os trabalhadores informados sobre o andamento das tratativas. Segundo o sindicato, a responsabilidade por evitar a paralisação está relacionada à condução das negociações por parte da concessionária.
Impacto específico em Conchal
Diante do anúncio do estado de greve, o F5 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Conchal para esclarecer eventuais impactos no município. De acordo com a pasta, a paralisação não deverá afetar o funcionamento dos postos de saúde nem o atendimento do SAMU em Conchal.
A secretária de Saúde, Flávia Zanchetta, explicou que atualmente não há profissionais contratados por meio do consórcio atuando diretamente nesses setores no município, nem mesmo no SAMU. Segundo ela, o único serviço que poderia, em tese, sofrer algum reflexo é o de fisioterapia. Ainda assim, não há confirmação de que a profissional responsável irá aderir à paralisação.
A secretária destacou que, mesmo em um cenário de eventual adesão, existem alternativas administrativas para assegurar a continuidade do atendimento. Entre as medidas previstas está a contratação temporária de profissional que não seja vinculado ao consórcio, até que a situação seja regularizada. “A gente contrata outro profissional que seja de fora do consórcio até que a situação normalize, mas o paciente não sofrerá prejuízos”, afirmou.
Do ponto de vista da gestão local, as informações indicam que os serviços essenciais de saúde em Conchal possuem mecanismos de contingência que reduzem o risco de interrupção do atendimento à população. Ainda que o estado de greve avance em nível regional, o impacto no município tende a ser limitado, especialmente nas áreas de atenção básica e urgência.
O F5 continuará acompanhando a evolução das negociações entre trabalhadores, sindicato e concessionária. O espaço permanece aberto para manifestação do Consórcio 8 de Abril, bem como das demais partes envolvidas, mantendo o compromisso com a informação técnica, equilibrada e sem caráter sensacionalista.
Nota na Integra
NOTA À IMPRENSA
Trabalhadores dos postos de saúde, incluindo o SAMU, iniciam estado de greve em 5 de janeiro, com aviso de paralisação para 12 de janeiro
Os trabalhadores e trabalhadoras dos postos de saúde, incluindo o SAMU, vinculados ao Consórcio 8 de Abril, presente em oito municípios — Conchal, Estiva Gerbi, Itapita, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Sumaré, Monte Mor e Albertina — aprovaram, por ampla maioria, em assembleia da categoria, o início do estado de greve a partir do dia 05 de janeiro, com aviso de paralisação previsto para o dia 12 de janeiro, caso não haja avanços nas negociações.
A decisão é consequência direta da postura da concessionária, que até o momento não tem se mostrado aberta ao diálogo, tampouco apresentou respostas concretas às reivindicações dos trabalhadores. A ausência de negociação e de disposição para construir soluções transfere à gestão a responsabilidade pela escalada do conflito e pela possibilidade de greve.
Durante o período de estado de greve, a categoria permanecerá mobilizada, intensificando a cobrança por soluções que garantam direitos, melhores condições de trabalho e respeito aos profissionais que atuam diariamente no atendimento de urgência e emergência, prestando um serviço essencial à população.
Os trabalhadores ressaltam que a greve é uma medida extrema, adotada apenas diante do esgotamento das tentativas de diálogo. A mobilização tem como objetivo assegurar condições dignas de trabalho e a valorização dos profissionais do SAMU e da rede de saúde.
O SINDIÇU, entidade representativa da categoria, seguirá acompanhando o cenário, mantendo os trabalhadores informados e reafirmando sua disposição permanente para o diálogo. No entanto, destaca que a responsabilidade por evitar a paralisação está nas mãos da concessionária, que precisa assumir sua obrigação de negociar de forma séria e respeitosa.



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