A família de Jonathan Luiz Campagna, 8 anos, que morreu no dia 14 de janeiro vítima de febre maculosa, registrou boletim de ocorrência e solicitou a abertura de investigação sobre o atendimento que a criança recebeu na UPA do Jardim Belvedere, em Araras (SP).
Segundo o advogado da família, Jonathan foi atendido cinco vezes na unidade de pronto atendimento da São Leopoldo Mandic e, em cada consulta, recebeu diagnósticos diferentes, sem identificação imediata da doença que acabou sendo fatal. Apenas um dia antes do óbito — em 13 de janeiro — foi levantada a suspeita de febre maculosa e arbovirose, quando ele foi transferido para a Santa Casa de Araras.
A família questiona a sequência de atendimentos e a diferença entre os diagnósticos, apontando que um diagnóstico precoce poderia ter alterado o desfecho clínico. Por isso, pediu que as autoridades de saúde investiguem as condutas e os protocolos adotados durante as consultas.
Jonathan vivia com a família no bairro Vila Dona Rosa Zurita, região que, segundo autoridades de saúde, apresenta risco aumentado para a doença devido ao mato alto e à presença de carrapatos — insetos transmissores da bactéria responsável pela febre maculosa.
Resposta da São Leopoldo Mandic
Em nota, a direção da UPA 24h do Belvedere lamentou profundamente a morte de Jonathan e afirmou que o atendimento na unidade seguiu os protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e demais órgãos competentes. A instituição também declarou que o caso passou por apurações internas, incluindo revisão de óbitos conforme normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina, com o objetivo de analisar toda a trajetória do paciente desde a admissão.
A nota reforça que os sintomas iniciais da febre maculosa são inespecíficos — como febre alta, dores no corpo e mal-estar — e podem ser confundidos com outras doenças comuns, o que complica o reconhecimento precoce da doença sem sinais clínicos mais claros.
Medidas de prevenção
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem estar presentes em áreas com vegetação alta e presença de animais domésticos e silvestres.
Além de Araras, a prefeitura informou que uma outra criança de 9 anos também teve a morte confirmada por febre maculosa na cidade, registrada no dia 20 de janeiro, reforçando a importância de atenção redobrada às áreas de risco e cuidados com ambientes externos.

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