A Rússia realizou uma série de ataques recentes contra áreas civis na Ucrânia, incluindo regiões densamente povoadas e até estruturas religiosas, em uma escalada que amplia as preocupações internacionais sobre o conflito.
De acordo com autoridades ucranianas e agências internacionais, um dos episódios mais recentes ocorreu nesta terça-feira (24), quando drones e mísseis atingiram diversas cidades do país, como Lviv, Kyiv e outras regiões.
Entre os alvos atingidos, está uma igreja histórica localizada no centro de Lviv, considerada parte de um patrimônio reconhecido pela UNESCO. O ataque ocorreu durante o dia — algo considerado incomum — e deixou feridos, além de causar danos à estrutura religiosa e ao entorno urbano.
Além da igreja, prédios residenciais também foram atingidos. Em Lviv, um edifício sofreu impactos próximos, enquanto outras cidades registraram mortes e dezenas de feridos.
Ataques em áreas populosas
A ofensiva incluiu centenas de drones e dezenas de mísseis, atingindo regiões com alta concentração de civis. Autoridades ucranianas afirmam que a ação integra uma nova fase da guerra, com ataques simultâneos em diferentes cidades e foco ampliado em infraestrutura urbana.
Relatórios internacionais apontam que esse tipo de estratégia — atingir áreas densamente povoadas — tem sido recorrente ao longo do conflito e pode configurar violação do direito internacional humanitário.
Histórico de ataques a civis e locais religiosos
O episódio recente não é isolado. Desde o início da guerra, há registros de ataques que atingiram civis em situações de rotina, incluindo eventos religiosos.
Em 2025, por exemplo, um ataque com mísseis atingiu pessoas reunidas para celebrações religiosas em Sumy, deixando dezenas de mortos, incluindo crianças.
Também há registros de igrejas danificadas em outras regiões, como Odessa, onde um templo foi atingido durante bombardeios, além de prédios residenciais e instalações comerciais.
Contexto da escalada
A nova ofensiva ocorre em meio à intensificação das operações militares russas, com sinais de uma possível campanha de primavera. Os ataques têm combinado o uso de drones de longo alcance e mísseis, ampliando o alcance e o impacto das ações.
O governo ucraniano voltou a pedir apoio internacional, especialmente sistemas de defesa aérea, diante do aumento da frequência e da intensidade dos ataques.
Apesar das acusações, a Rússia nega ter como alvo deliberado civis, enquanto a Ucrânia e aliados internacionais sustentam que há evidências de ataques diretos ou indiscriminados contra áreas habitadas.

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