Materiais oficiais e técnicos apontam que esses animais estão entre os predadores naturais dos escorpiões e recomendam preservar esses inimigos naturais no ambiente
A presença de lagartixas, calangos, sapos e outros pequenos animais no quintal ou perto de casa muitas vezes causa medo ou repulsa em parte da população. Mas, no caso dos escorpiões, esses animais podem exercer um papel importante no equilíbrio ambiental. Materiais da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, da Fiocruz e do Instituto Butantan apontam que eles estão entre os predadores naturais dos escorpiões e, por isso, a orientação técnica é de preservar esses inimigos naturais, e não eliminá-los.
Entre os predadores que mais costumam aparecer no dia a dia das casas e quintais, ganham destaque justamente os mais perseguidos sem necessidade: lagartixas, calangos e sapos. A orientação é de preservar lagartos, lagartixas e sapos, ao lado de aves noturnas, como inimigos naturais de escorpiões e aranhas. O Instituto Butantan também afirma que os anuros, grupo que inclui os sapos, são grandes predadores de invertebrados e podem comer até escorpiões.
As listas oficiais variam um pouco de um material para outro, mas os principais nomes citados são: lagartixas e lagartos, sapos, corujas e outras aves de hábitos noturnos, gaviões, algumas aranhas, lacraias, galinhas, camundongos, saruês e até macacos. Em livreto educativo, o Butantan destaca como principais predadores galinhas, sapos, lagartos, camundongos, algumas aranhas, corujas e outras aves noturnas. Já material da Saúde de São Paulo inclui ainda lacraias, gaviões, macacos e saruês entre os inimigos naturais citados.
Na prática, isso significa que matar lagartixas, calangos ou sapos pode eliminar justamente animais que ajudam a reduzir a presença de escorpiões e outros invertebrados no ambiente. A Fiocruz reforça que, especialmente em áreas rurais, é importante preservar lagartos, sapos e aves de hábitos noturnos, como a coruja, por serem predadores desses animais.
Isso não quer dizer que apenas manter esses predadores resolva sozinho o problema. Os próprios órgãos técnicos explicam que o controle de escorpiões depende principalmente de manejo ambiental, com retirada de entulho, vedação de frestas, proteção de ralos e redução da oferta de alimento, como baratas e outros insetos. Ainda assim, preservar os predadores naturais faz parte dessa lógica de prevenção.
Em resumo, a orientação mais sensata é simples: se aparecer lagartixa, calango ou sapo no quintal, a reação não deve ser matar. Além de fazerem parte do equilíbrio ambiental, esses animais estão entre os predadores naturais dos escorpiões apontados por materiais oficiais e técnicos. Em tempos de aumento de acidentes com escorpiões, preservar esses aliados naturais também é uma medida de bom senso.


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