Trump anuncia bloqueio a navios ligados ao Irã e tensão no Estreito de Ormuz volta a pressionar o mercado global
Medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos amplia a tensão no Oriente Médio, reacende riscos à navegação na região e provoca nova alta no preço do petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas primeiras horas desta segunda-feira (13) o início de um bloqueio naval direcionado a embarcações que entram ou saem de portos iranianos, elevando novamente a tensão no Oriente Médio e ampliando as preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo as informações encaminhadas, Trump declarou que embarcações iranianas classificadas por ele como “navios de ataque” poderão ser destruídas caso se aproximem da área de bloqueio.
De acordo com o conteúdo enviado, a medida foi acompanhada por uma comunicação atribuída ao Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), segundo a qual o bloqueio atingiria navios que entram ou saem de portos iranianos. O texto também aponta que embarcações sem autorização estariam sujeitas a interceptação, desvio ou captura, embora remessas humanitárias, como alimentos e suprimentos médicos, seguiriam permitidas, desde que submetidas à inspeção. Mais tarde, ainda conforme o material recebido, o próprio Centcom teria esclarecido que a restrição não se estenderia a embarcações em trânsito para portos não iranianos.
A resposta iraniana, segundo o texto, veio por meio da Guarda Revolucionária Islâmica, que afirmou que embarcações militares que se aproximarem do estreito serão tratadas com severidade. O material informa ainda que autoridades navais iranianas sustentam que o Estreito de Ormuz permanece aberto à chamada passagem inocente de embarcações não militares, sob regras e controle do Irã.
A escalada teve reflexos imediatos no mercado internacional. Conforme as informações encaminhadas, o barril do petróleo tipo Brent voltou a subir e ultrapassou os US$ 100, com alta superior a 7%, movimento associado ao temor de novos impactos sobre o fornecimento global de energia. O texto também relata que, antes da guerra, cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, além de gás natural liquefeito e fertilizantes utilizados em vários países, inclusive no Brasil.
As tentativas diplomáticas, por sua vez, seguem sem desfecho definitivo. O conteúdo informa que negociações realizadas no Paquistão não avançaram no ponto considerado central pelos Estados Unidos: o programa nuclear iraniano. Trump afirmou que a maior parte dos temas teria sido discutida, mas que o impasse sobre as ambições nucleares de Teerã permaneceu. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que caberia aos EUA demonstrar se são capazes de conquistar a confiança do país, ressaltando que o Irã não pretende ceder sob ameaças.
No centro da crise está o Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta produtores do Oriente Médio aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte. Segundo o texto enviado, a guerra reduziu drasticamente o fluxo de embarcações na região. Antes do conflito, cerca de 130 navios cruzavam o estreito diariamente. Agora, esse número teria despencado para cinco ou seis por dia, o que reforça a dimensão econômica e geopolítica de qualquer medida militar ou restrição de navegação no local.
Em meio à nova escalada, o cenário internacional permanece marcado por incerteza. O anúncio do bloqueio, somado às ameaças mútuas entre Washington e Teerã e ao fracasso parcial das conversas diplomáticas, indica que a situação no Golfo segue instável e com potencial de repercussão imediata sobre energia, comércio global e segurança internacional.
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