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Banqueiro afirma em proposta de delação que contratou escritório da esposa de Alexandre de Moraes para buscar proximidade com ministro do STF


O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que firmou contrato com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com o objetivo de obter proximidade com o magistrado.

Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, Vorcaro teria afirmado, no entanto, que não houve troca de favores entre ele e Moraes em razão do contrato firmado com o escritório da advogada. As informações teriam sido repassadas por duas fontes ligadas às negociações da delação, ouvidas sob reserva.

De acordo com o conteúdo apresentado, o contrato previa prestação de serviços jurídicos ao Banco Master e tinha valor total de R$ 129 milhões, com pagamentos distribuídos ao longo de três anos em parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões.

Ainda conforme o relato atribuído ao banqueiro, esse não teria sido o maior contrato firmado pelo banco, sustentando que outros acordos celebrados pela instituição financeira tiveram valores superiores.

O contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O vínculo foi encerrado após a liquidação do banco pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero.

Em nota, o escritório da advogada confirmou a existência do contrato e informou ter realizado 94 reuniões de trabalho com integrantes do banco, totalizando 267 horas de atuação profissional. Segundo a defesa, também foram produzidos 36 pareceres e opiniões legais envolvendo temas previdenciários, contratuais, regulatórios, trabalhistas, negociais, compliance, proteção de dados e crédito.

A proposta de delação foi entregue oficialmente pela defesa de Vorcaro na terça-feira (6). A partir de agora, investigadores da PF e integrantes da PGR irão analisar os elementos apresentados para verificar se há provas que sustentem as declarações feitas pelo banqueiro.

Caso considerem necessário, os órgãos poderão solicitar documentos e informações complementares antes de decidir sobre o avanço das negociações. A homologação da eventual delação caberá ao ministro do STF André Mendonça, relator do chamado Caso Master na Corte.

Segundo informações divulgadas, a defesa de Vorcaro espera que, em caso de homologação do acordo, o banqueiro possa obter conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar.


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