Pular para o conteúdo principal

Inflação desacelera em abril, mas alimentos e remédios seguem pressionando orçamento dos brasileiros, diz IBGE


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta terça-feira (12) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,67% em abril de 2026. O resultado representa uma desaceleração em relação a março, quando o índice havia avançado 0,88%.

Apesar da redução no ritmo mensal, a inflação acumulada em 12 meses voltou a subir, passando de 4,14% até março para 4,39% em abril. O índice permanece dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que para 2026 é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%.

Os dados mostram que os alimentos continuam sendo o principal fator de pressão sobre o custo de vida da população. O grupo “Alimentação e bebidas” teve alta de 1,34% apenas em abril e acumulou avanço de 3,44% nos quatro primeiros meses do ano. Sozinho, o setor respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA do mês.

Dentro das residências, os preços dos alimentos consumidos no domicílio subiram 1,64%. Entre os itens que mais encareceram estão produtos básicos da alimentação diária dos brasileiros. A cenoura liderou as altas, com aumento de 26,63%, seguida pelo leite longa vida (+13,66%), cebola (+11,76%), tomate (+6,13%) e carnes (+1,59%).

Alguns produtos, no entanto, apresentaram queda de preço no período. O café moído recuou 2,30%, enquanto o frango em pedaços teve redução de 2,14%.

A alimentação fora de casa também continuou pressionando o orçamento das famílias. Restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes registraram alta de 0,59% em abril. Os lanches subiram 0,71%, enquanto as refeições, como almoços e jantares, avançaram 0,54%.

Outro grupo que impactou fortemente a inflação foi o de Saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16% no mês. O principal motivo foi o reajuste autorizado para medicamentos, que permitiu aumento de até 3,81% nos remédios a partir de 1º de abril. Os produtos farmacêuticos subiram 1,77%. Já os artigos de higiene pessoal tiveram alta de 1,57%.

Os números divulgados pelo IBGE também mostram que alimentos e saúde concentraram cerca de dois terços de toda a inflação registrada em abril.

Entre os demais grupos pesquisados pelo IPCA, Habitação avançou 0,63%; Artigos de residência, 0,65%; Vestuário, 0,52%; Comunicação, 0,57%; e Transportes registrou alta mais moderada, de 0,06%.

Especialistas do mercado financeiro seguem atentos ao comportamento dos alimentos e dos juros. O Boletim Focus, divulgado na véspera do IPCA, elevou novamente a previsão de inflação para 2026, chegando a 4,91% para o acumulado do ano.

Analistas também apontam preocupação com fatores climáticos, custos internacionais de fertilizantes e oscilações na produção agrícola, que podem continuar influenciando o preço dos alimentos nos próximos meses.


Comentários

Mais lidas

Ciclista de 41 anos morre após colisão com carro no Jardim Planalto, em Conchal

Motociclista de 21 anos morre após colisão com carro na SP-191, entre Conchal e Mogi Mirim

Colisão entre carro e motocicleta deixa jovem ferido no cruzamento das ruas das Azaleias e São Paulo, em Conchal

Jovem de 22 anos morre e outras duas ficam gravemente feridas em colisão frontal na SP-191, em Araras

Polícia Civil prende ex-companheira de homem encontrado morto e carbonizado em Conchal em dezembro de 2025