Mulher de 57 anos recebeu falsa informação sobre concessão de aposentadoria; vizinho de 22 anos que tentou ajudá-la também teve dinheiro retirado de suas contas.
Por: Gean Mendes - F5
Uma mulher de 57 anos e um jovem de 22 anos relataram à Polícia Civil prejuízos que somam R$ 18.700 após uma fraude pelo WhatsApp, em Conchal. A ocorrência foi registrada em 14 de outubro como estelionato, com autoria desconhecida. O contato inicial foi feito por uma pessoa que se apresentou como a advogada da mulher, utilizando uma fotografia de perfil igual à da profissional.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher está em processo de aposentadoria. Durante os contatos, foi informada de que o benefício havia sido concedido e de que precisaria fornecer informações para receber os valores.
A pessoa que se passava pela advogada anunciou que a transferiria para outro atendente, que auxiliaria em um procedimento descrito como a abertura de uma “terceira tela” para efetuar um pagamento.
Como estava sozinha em casa, a mulher pediu ajuda a um vizinho, de 22 anos. Na sequência, o interlocutor realizou uma chamada de vídeo e passou instruções, que foram seguidas pelos dois.
Posteriormente, eles perceberam a fraude. A mulher identificou um lançamento de R$ 2.700 em seu cartão de crédito. Conforme o relato registrado, os criminosos também conseguiram acesso ao celular do jovem e retiraram R$ 2 mil de uma conta e R$ 14 mil de outra.
O boletim não detalha o mecanismo técnico utilizado para acessar o aparelho. Após perceberem o golpe, as vítimas tentaram contato com os números envolvidos, mas não receberam resposta.
Casos em Conchal
O F5 já havia abordado o golpe do falso advogado em reportagem com manifestação da representante da OAB em Conchal. Conforme informações recebidas pela reportagem, diversas pessoas já foram vítimas dessa modalidade de fraude no município, e nomes de advogados que residem e atendem na cidade têm sido utilizados pelos criminosos.
O uso desses nomes e fotografias ocorre para simular um atendimento legítimo e não indica participação dos profissionais na fraude.
Como o golpe funciona
A cartilha da OAB-SP explica que criminosos usam informações de processos para se passar pelo advogado ou pelo escritório contratado. A abordagem pode incluir fotografias, logotipos e a promessa de liberação de dinheiro mediante pagamento antecipado. Também há tentativas de obter senhas e dados bancários. oabsp.org.br
Como se proteger
Entre as orientações da cartilha estão:
- Confirmar qualquer solicitação pelo telefone já conhecido do advogado ou presencialmente no escritório.
- Não confiar apenas na fotografia, no nome do perfil ou nas informações sobre o processo.
- Conferir o destinatário da conta antes de qualquer transferência.
- Não fornecer senhas ou dados bancários a contatos desconhecidos.
- Preservar conversas, números utilizados e comprovantes, além de registrar boletim de ocorrência se houver fraude.
A orientação é não realizar pagamentos sem confirmar que está tratando com o verdadeiro representante e que a cobrança é legítima. Se o contato ocorrer por um número diferente, a verificação deve ser feita por um canal oficial previamente conhecido, conforme recomenda a OAB-SP.
A cartilha da OAB-SP pode ser consultada AQUI


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