Diretora de presídio é presa em flagrante suspeita de desviar alimentos destinados a detentas no Rio de Janeiro
Carne, frango, peixe, queijos e outros produtos foram encontrados no porta-malas do veículo da servidora; ela foi afastada da função e responderá a processo administrativo disciplinar.
A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi presa em flagrante na quarta-feira (21) por suspeita de desviar alimentos da unidade prisional. Graça Maria Silva de Souza foi afastada da função após uma operação realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).
Segundo a secretaria, a ação foi conduzida por agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e da Corregedoria, após o recebimento de uma denúncia e o monitoramento da situação.
Durante a abordagem ao veículo da diretora, estacionado nas proximidades do presídio, os agentes encontraram diversos produtos alimentícios no porta-malas, incluindo carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Tempo Real RJ, ao ser questionada sobre a origem dos alimentos, Graça afirmou que os produtos eram provenientes de uma arrecadação do presídio, não seriam mais utilizados pelas detentas e seriam destinados à doação para um centro espírita. Ela também declarou não possuir notas fiscais dos itens.
A servidora foi encaminhada à 21ª Delegacia de Polícia, em Bonsucesso, onde foi autuada em flagrante pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal, que envolve a apropriação ou o desvio de bens por funcionário público em razão do cargo.
Além do afastamento, a diretora foi exonerada da função de chefia, e a Seppen instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar sua conduta. A inspetora de polícia penal Tamires Nakashima Lira foi designada para assumir a direção da unidade.
Em nota, a secretaria afirmou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por servidores e que mantém ações de fiscalização por meio da Corregedoria e da Ssispen.
Até a publicação das informações consultadas nesta quinta-feira (22), a defesa de Graça Maria Silva de Souza não havia se manifestado publicamente. O caso segue sujeito à apuração policial e administrativa, sem conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal da servidora.


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