CRÔNICA  - OS BURACOS DA CIDADE

Aniversariantes

 Caro leitores. Venho através desta, comunicar a data comemorativa ao aniversário dos buracos existentes no caminho da minha residência. De tão antigos e duradouros, já os conheço por nome, por eles mesmos definidos: Corrupto, Populista, Demagogo, Esperto, Brincalhão, Gente!!!, Tamo Junto, Só o Amor Constrói, Sou Empresário, e tantos outros, com nomes proibidos para ser mencionados nesse espaço.

São buracos folgados, o Esperto, de tão folgado e íntimo, às vezes me chama de velhinho. 
Dia desses, o Demagogo me chamou para uma conversa. Achei estranho, imagine alguém me pegar falando com um buraco. De fala mansa e trejeito populista, foi dando vazão as suas conjecturas. Escutei-o calado, meditativo, pois ele queria me convencer sobre a importância de sua presença nas ruas, praças e avenidas. Tentei argumentar em não concordar com as suas conjecturas. Ele então me disse: olha meu caro, estamos presentes em quase todas as ruas desta cidade, portanto, temos uma representação atuante; temos representantes em todas as esferas: Federal, Estadual e Municipal.
O Populista tomou a palavra, e com um ar professoral disse: tudo nos leva a matemática. Os processos todos tem um envolvimento dos “Losangos” e dos números “Primos”; ao primeiro dedicou a mudança de algumas coordenadas do Velho Ferraz, ao segundo, disse ser debutante no processo decisório, mas convicto em $uas açõe$; in$eriu um fiel e$cudeiro na última peleja. Elucubrei que não compreendia as suas argumentações; o brincalhão, num sorriso jocoso, disparou. - Idiota, tens o governo que merece!.
Em prosa e verso, fomos conjecturando sobre o processo que leva um buraco a tamanha longevidade. O Esperto, caricato, mencionou os agentes de mudança (aqueles, que vocês definiram como seus representantes legais); o brincalhão ria, numa gargalhada debochada, para depois dizer: palhaços, é o que vocês são. Estava ficando impaciente com tamanha ousadia e pretensão. Mas o populista, deveras contido, pedia silêncio e concluía: enquanto existirem os tolos, estaremos presentes em todas as praças, ruas e avenidas.
Pedi a palavra, e mencionei, que quando criança (o brincalhão disse: - faz tempo isso,heim!) pude testemunhar o asfaltamento da rua João Pessoa, feita pelas mãos dos próprios funcionários da prefeitura, e as camadas do asfalto eram diferentes das que vemos hoje; de novo o brincalhão dizia: a de hoje é fininha, né!. Nobre, disse o Populista, tens uma conclusão dos homens do passado, mas falta-lhe conhecimento dos homens do presente. Esses fazem parte do processo voltado somente ao resultado imediato, sem comprometimento com o bem público; aqueles, que você os define como do passado, estavam voltados ao processo, ao conteúdo pragmático, técnico e eficaz. De uma forma ou de outra, o buraco não deixa de ter razão. Mas cá entre nós. Esses buracos incomodam, mas já faz parte de nossa vida. Parabéns, a todos os buracos aniversariantes.
Por:Floriano de Campos Flores 





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