Câncer de próstata: o primeiro passo para o tratamento é o correto diagnóstico


O diagnóstico precoce do câncer de próstata objetiva a detecção dessa neoplasia nos seus estágios iniciais, o que possibilita que o início do tratamento ocorra no momento oportuno. A detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: o diagnóstico precoce em si e o rastreamento, sendo que a primeira estratégia trata-se do diagnóstico do câncer em indivíduos que já apresentam os sinais ou sintomas iniciais da doença, e a segunda voltada para pessoas sem qualquer sinal ou sintoma, visando identificar o câncer em sua fase pré-clínica.



A maioria dos cânceres é passível de diagnóstico precoce, caso sejam feitos avaliação e encaminhamento médico após o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. Já o rastreamento só deve ser recomendado para a população após sua eficácia ter sido comprovada por meio de estudos científicos. Atualmente a indicação de rastreamento restringe-se apenas aos cânceres de mama e do colo do útero.

A fim de possibilitar o diagnóstico precoce, os homens devem procurar atendimento médico assim que detectarem a presença de algum dos sintomas suspeitos, dentre os quais: sensação de que a bexiga não se esvaziou completamente e a vontade de urinar ainda persiste, dificuldade de iniciar a passagem da urina, dificuldade de interromper o ato de urinar, urinar em gotas ou jatos sucessivos, necessidade de fazer força para manter o jato de urina, sensação de dor na parte baixa das costas ou na região abaixo dos testículos, problemas em conseguir a ereção ou mantê-la, sangue na urina ou no esperma , dor durante a passagem da urina, dor ao ejacular, entre outros.



O conhecimento atual sobre rastreamento de doenças é de que sua prática pode trazer benefícios e riscos, que devem ser, portanto, cuidadosamente analisados. Como parte dos benefícios podemos citar que a realização do exame pode ajudar a identificar o câncer de próstata na fase inicial da doença, o que aumenta a chance de sucesso no tratamento. Como riscos deve-se considerar que um resultado que indica câncer, ainda que seja um falso positivo, gera ansiedade e estresse, além da necessidade de novos exames, como a biópsia, que é um procedimento mais invasivo. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados e não exatamente à sua realização.

Até o presente momento não existem evidências científicas de que o rastreamento do câncer de próstata possa causar mais benefícios que danos; dessa forma o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda que não se organizem ações de rastreamento para o câncer da próstata e que os homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento, sejam informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados.


É de suma importância que os homens estejam sempre atentos ao seu organismo, a fim de identificar os possíveis sintomas e alterações, para que assim busquem atendimento médico e sejam orientados de modo a sanar suas dúvidas e receber o devido cuidado.

Por: Franciele Santana - Portal Miais Minas




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