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Lava Jato denuncia três executivos de empreiteira por propina de R$ 2,3 milhões em contratos da Petrobras


Executivos da EIT foram acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa por um esquema envolvendo contratos da Refinaria Abreu e Lima e do Gasoduto Cacimbas-Catu.





Três executivos da Empresa Industrial Técnica S/A (EIT) foram denunciados pela força-tarefa da Operação Lava Jato por propina de R$ 2,3 milhões em contratos da Petrobras. Eles foram acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF), de 22 de outubro deste ano, teve o sigilo retirado nesta segunda-feira (4), informou a força-tarefa. Ela está relacionada à 9ª fase da operação, deflagrada em 2015 e chamada de "My Way".

Conforme a denúncia, entre 2008 e 2010, Marcus Pinto Rola, dono da EIT, e os executivos Paulo César Almeida Cabral e Tanel Abbud Neto ofereceram e pagaram propinas milionárias a ex-executivos da Petrobras.

A investigação aponta que o esquema de corrupção buscou garantir a aprovação de aditivos em contratos de obras da Refinaria Abreu e Lima e do Gasoduto Cacimbas-Catu. Somente para um dos aditivos, referente ao gasoduto, o pedido da empreiteira passou de mais de R$ 29 milhões.

Segundo a força-tarefa, os valores iniciais das obras eram de R$ 83,5 milhões para o contrato do gasoduto e de R$ 591 milhões para o contrato da refinaria.

As provas, segundo a denúncia, indicam que a propina relativa ao gasoduto foi de R$ 1 milhão, enquanto que a propina da refinaria foi acertada em R$ 1,3 milhão. Pedro Barusco, ex-gerente de engenharia da Petrobras, confirmou o recebimento do dinheiro em delação premiada.

De acordo com o MPF, ele não foi denunciado por já ter atingido o limite de pena de 15 anos previsto no acordo de delação.

A denúncia afirma que os executivos da EIT usaram serviços ilícitos do operador financeiro Shinko Nakandakari, que morreu neste ano. Segundo a força-tarefa, ele usou uma empresa de fachada para fechar acordos fictícios com as empreiteiras, emitindo notas fiscais frias.

O MPF pediu o confisco de R$ 4,3 milhões dos denunciados e a condenação deles ao pagamento mínimo de R$ 8,6 milhões para a Petrobras. A denúncia também solicita o bloqueio de R$ 3,2 milhões de Marcus e Paulo César, e de R$ 1,9 milhão de Tanel.

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