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Coronavírus: região de Campinas retrocede para fase vermelha e poderá abrir só serviços essenciais a partir da próxima semana



A região de Campinas foi reclassificada pelo Governo do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (3), para a fase 1 - vermelha, a mais severa do Plano SP, que regulamenta o funcionamento das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus. Com isso, nos 42 municípios que compõem a regional, poderão funcionar apenas os serviços essenciais a partir da próxima segunda-feira (6).

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), anunciou já na manhã desta sexta-feira (3), durante coletiva de imprensa, que a cidade publicará um decreto, em edição extraordinária do Diário Oficial neste sábado, para regulamentar as atividades que poderão funcionar a partir da próxima segunda. No início da tarde, o governador, João Doria, reforçou a mudança de fase.



Em outras localidades de SP, a capital e outras regiões se mantiveram na fase 3 - amarela e houve mudanças nesta etapa da flexibilização. Houve a antecipação da autorização de reabertura de teatros, cinemas, salas de espetáculo, academias e a realização de eventos culturais para a fase 3.

Até esta sexta, a região de Campinas estava enquadrada na fase laranja, que permite, por exemplo, a abertura do comércio com algumas restrições. Apesar disso, a cidade de Campinas, que é sede da região administrativa, já estava com comércios fechados por recomendação do estado por conta dos índices preocupantes relacionados à pandemia no município.



Segundo o prefeito de Campinas, dentre as atividades que poderão funcionar estão:

Assistência em saúde (hospitais, clínicas médicas, óticas, etc)

Segurança privada

Transporte por táxi e aplicativos



Bares e restaurantes exclusivamente com entrega e drive-thru

Comércio exclusivamente com entregas

Setor de alimentação (mercados, padaria, atacadista, etc)

Bancos e lotéricas



Indústrias e fábricas (com restrição de 30% da capacidade nos refeitórios)

Hotéis e pousadas

Lavanderias

Postos de combustíveis



Oficinas, borracharias e serviços de manutenção de veículos

Bens e serviços automotivos (concessionárias de carros, por exemplo)

Transportadoras

Construção civil



Serviços veterinários

Manutenção predial

Lojas de material de construção

Produção agropecuária (toda cadeia)



Igrejas e cultos religiosos

Cadeia de produção e logística da agropecuária

Atividades administrativas da Prefeitura

Segundo a Prefeitura, NÃO poderão funcionar:

Escritórios com atendimento ao público



Comércio de portas abertas

Bares e restaurante com público

Teatros, cinemas e afins

Academias



Salões de beleza

Cirurgias eletivas em hospitais particulares

O estabelecimento que for flagrado desrespeitando a nova norma será multado em R$1.446,44 na primeira atuação; o dobro deste valor (R$ 2.892,88) em caso de reincidência, e o fechamento do estabelecimento na terceira vez em que for constatada a irregularidade. O prefeito afirmou que a fiscalização será intensificada nesse período.



Saúde mais confortável

O secretário de saúde de Campinas, Carmino de Souza, afirmou durante a coletiva que lamenta o retrocesso para a fase vermelha, mas admitiu que para a saúde, essa é a condição mais confortável.

"Pra saúde, eu confesso ao senhor, prefeito, que nós nos sentimos mais confortáveis como estamos agora, como foi colocado agora. No sentido de que a gente tenha segurança de que continuaremos tendo distanciamento social, isolamento social, e que a gente supere essa fase da saúde, que é exclusivamente da saúde, e a sociedade possa retomar com segurança", falou.



Leitos

Um dos critérios usados para classificar as regiões nas fases do Plano São Paulo é a taxa de ocupação dos leitos destinados para o atendimento aos pacientes do novo coronavírus. A área do Departamento Regional de Saúde de Campinas chegou a 80% de ocupação nesta quinta-feira.

A cidade de Campinas registrou 20 dias consecutivos de ocupação de 100% nos leitos do SUS municipal. Nesta quinta, após ampliação pela Prefeitura, a cidade registrou 4 leitos livres. A taxa geral de ocupação na cidade (incluindo leitos da Prefeitura, do Estado e na rede privada) estava em 88,17%.



Casos na região

Levantamento junto às prefeituras indicava até a manhã desta sexta-feira (3) 17.436 casos do novo coronavírus nos 31 municípios da área de cobertura do G1 Campinas. O número de mortes era de 673. Na última sexta-feira (26), o número de casos era 13.366 e o número de mortes, 537. Ou seja, em uma semana, houve acréscimo de 30% no número de casos e 25% no número de mortos.

Só na cidade de Campinas, a administração pública somava, nesta sexta, 9.308 casos e 355 óbitos. Na sexta da semana anterior, os casos eram 7.027 e as mortes 277. Ou seja, houve um crescimento de 32% nos casos e 28% nas mortes.



Casos graves diminuíram

O titular da saúde afirmou nesta sexta, ainda, que, em reunião com representantes de hospitais da cidade, eles identificaram uma percepção de mudança no perfil dos pacientes que tem chegado às unidades para atendimento. Segundo ele, houve uma redução no fluxo de pacientes graves.

"Nós estamos vivendo um momento de uma certa mudança de perfil dos pacientes que estão chegando na nossa rede de saúde. Praticamente todos os hospitais manifestaram que estão recebendo um número menor de casos muito graves. Então esses casos que vem direto para a UTI, com grande letalidade, etc... Isso dá um certo conforto às UTIs", falou.



Por outro lado, segundo o secretário, os casos de quadros gripais mais leves aumentaram, o que, para ele, indica que as pessoas estão procurando atendimento mais precocemente, o que é a recomendação do município.

"Por outro lado, tanto os prontoatendimentos, como prontos socorros e a nossa rede de atenção primária têm percebido um fluxo muito maior de síndromes gripais, mas que não são tão graves a ponto de precisar internar e, menos ainda, ir pra UTI. Então, as pessoas tem vindo mais precocemente, tem sido orientadas e nós temos tido um perfil de paciente menos grave na rede de assistência, seja ela pública, seja ela privada".



Parando de piorar?

Para o secretário de saúde, a expectativa é de que haja estabilização no crescimento de casos no mês de julho. Segundo ele, não significa ainda uma melhora deste cenário, mas um indicativo de que ele estaria "parando de piorar".

"Nós temos uma expectativa que nesse mês de julho a gente terá alguma mudança no sentido de estabilização em primeiro lugar. Parar de piorar. Acho que a gente já pode dizer isso, que está parando de piorar. Esse é o primeiro movimento antes de melhorar".

*Com informações de G1.





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