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Mulheres são mais afetadas por demissões em junho na região de Campinas, indica observatório



Análise do Observatório PUC-Campinas a partir dos dados do Caged, do Ministério da Economia, indica que a Região Metropolitana de Campinas (RMC) perdeu 2.325 postos de trabalho em junho, sendo que 58% eram vagas ocupadas por mulheres -- 1.364.

Professora da universidade e economista do observatório, Elaine Navarro Rosandiski aponta que, em todo o semestre, a taxa de trabalhadores afetados pelo desemprego crescente na pandemia é equilibrada entre os gêneros, mas há menor participação das mulheres no mercado de trabalho.



"No acumulado do semestre, ainda que o saldo absoluto negativo fique relativamente equilibrado entre homens e mulheres, cabe destacar que a baixa participação das mulheres no mercado de trabalho (44% na estrutura) faz com que esse ajuste seja mais intenso para as mulheres em termos relativos".

Apesar do fechamento de postos, a RMC registrou, em junho, um saldo positivo de 590 vagas na construção civil. Em comparação, seguem em queda os setores de comércio e serviços.



A professora utiliza esses dados para analisar o maior percentual de demissões de mulheres. "O fato de a 'recuperação' das atividades ser puxada pela construção civil e as demissões ainda estarem fortes nos setores de serviço e comércio favorece a contratação de homens", afirma.

"Cabe destacar que tanto o ajuste no mercado de trabalho formal na RMC, como no mercado de trabalho nacional tende a vulnerabilizar a situação da mulher no mercado de trabalho. Seja por conta da redução do emprego doméstico, conta-própria, seja pela intensidade do ajuste nas tarefas atividades de serviços e comércio fortemente ocupadas por força de trabalho feminina", conclui.



Flexibilização x política de renda

A análise da professora aponta também que a Medida Provisória (MP) que permitiu a redução de carga horária e salário e até a suspensão de contratos trabalhistas "salvou" 40% dos empregos na RMC.

No entanto, como o programa tem prazo para acabar, não se sabe se a economia vai se recuperar a tempo de evitar que estes postos sejam fechados no pós-pandemia.



"Ainda que tal medida implique numa redução de renda, pode-se considerar que cerca de 40% dos empregos estão sendo preservados. A questão que se coloca é que essa modalidade de flexibilização é por prazo determinado. O desafio é saber se a economia irá se recuperar para evitar um movimento de demissões mais intenso no segundo semestre".

Rosandiski acrescenta que a falta de política nacional de garantia de renda coloca em xeque a manutenção da demanda necessária para recuperar a economia de forma mais efetiva.

*Com informações de G1.





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