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Homens são os que mais se negam a usar máscara: “sinal de fraqueza”, dizem



Ao sair do isolamento para realizar tarefas de primeira necessidade, você se depara com mais homens ou mulheres sem máscara? Levando em conta representantes máximos no poder que se mostraram em diversos momentos resistentes ao uso do equipamento, como os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, ambos a frente dos dois países com mais casos de infectados pela COVID-19 e mortos pela doença, podemos apostar nos homens, certo? E uma pesquisa realizada pela Universidade de Middlesex, em Londres, em parceria com o Instituto de Pesquisa em Ciências Matemáticas de Berkeley, na Califórnia, comprova essa teoria: homens oferecem mais resistência às máscaras faciais que mulheres.

O objetivo principal dos pesquisadores era entender como a questão do gênero interfere nesse dado. Foram analisados 2.459 cidadãos norte-americanos, sendo 50% deles mulheres e 50% homens. A conclusão foi a de que pessoas do sexo masculino tendem a desrespeitar por mais tempo as instruções de segurança dadas pelo governo porque o uso de equipamentos de proteção, como máscaras, pode representar um “sinal de fraqueza”, “não ser legal” e ser “vergonhoso”, na fala dos próprios participantes do estudo.




De acordo com os cientistas, “homens estão mais propensos a acreditar que eles não serão seriamente impactados pela doença”. O levantamento permite identificar sinais claros do machismo estrutural presentes na sociedade, como aquele que diz que as mulheres são o sexo frágil. Na cabeça dos caras, só o fato de eles serem homens já indica que são mais fortes por natureza e têm mais chances de sobreviver ao coronavírus. Não é verdade. Pesquisas realizadas no mundo todo mostram que mais homens morrem em decorrência da COVID-19 que mulheres, e esse é um padrão que se repete. Por exemplo, em 2017, um estudo publicado no Journal of Immunology mostra que a SARS fez mais vítimas fatais do sexo masculino que do feminino, quando a síndrome respiratória aguda grave se espalhou na China no início dos anos 2000.




Não existe uma justificativa científica para tais dados, e muitos médicos acreditam inclusive que a explicação é mais comportamental que biológica, como a professora Marcia Stefanick, que leciona em Stanford: “O que é biologia versus o que são normas e comportamentos sociais vão além da nossa capacidade de entender o que exatamente está acontecendo”, disse em entrevista ao The Wall Street Journal em abril. Ou seja, a masculinidade frágil de certos exemplares do sexo masculino são um prato cheio para o coronavírus – e acaba refletindo no aumento da curva de infectados.

Você já deve ter ouvido bastante que o machismo mata, né? Por ano, só no Brasil, uma mulher morre vítima de feminicídio a cada 7h. Agora, você tem um novo exemplo de como o machismo mata também homens – em tempos de pandemia, não todo santo dia.

*Com informações de MSN.



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