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Doria anuncia mais restrições para São Paulo nesta quarta, mas deve manter escolas abertas



Virginia Maluf é mãe de duas crianças. Ela conta que um dos filhos está em processo de alfabetização e boa parte do ensino foi feito dentro de casa, mas com dificuldade. Por isso, ela teme que as aulas parem de novo. “Por mais que eu tenha disponibilidade, tempo e ainda que eu tenha condições de ter estrutura, computador, tablet. Eu não tenho o conhecimento da professora, né?” Nesta terça-feira, 2, integrantes do Movimento Escolas Abertas fizeram um panelaço em frente a casa do secretário de Saúde Jean Gorinchteyn, que defendeu o fechamento das escolas durante uma entrevista.



Depois, em nota, ele disse se tratar de uma opinião pessoal — ainda não debatida no governo. A porta-voz do grupo, Isabel Quintela, argumentou que as escolas só devem ser fechadas como último recurso. “Nós entendemos a gravidade do que estamos vivendo, mas antes de se pensar em fechar escola existem outras formas muito mais eficazes, inclusive, comprovadas pela ciência de conseguir o achatamento dessa curva epidemiológica.” O receio de uma nova parada no ensino presencial é de prejudicar ainda mais o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Apesar dos alertas de especialistas e autoridades, as novas restrições que devem ser anunciadas hoje não devem incluir a suspensão das aulas. A expectativa é que o Estado regrida para a Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo, com fechamento de comércio, bares e restaurantes.



O governador João Doria disse, na última terça, que estamos vivendo o pior momento desde o início da pandemia e não descartou a possibilidade de decretar lockdown. “Se o governo, hoje, não oferecer uma resposta concreta, a partir de amanhã os governos estaduais seguirão fazendo com mais intensidade suas ações.” O endurecimento da quarentena foi discutido na noite de ontem por Doria e mais de 600 prefeitos. O governador reforçou que a situação da pandemia no Estado é alarmante e defendeu ações coordenadas para reduzir a pressão sobre os hospitais.Doria disse, ainda, que pretende comprar mais 60 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus para vacinar toda a população do Estado até o fim de 2021. O presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidone, formalizou em carta o apoio “às medidas estruturais de combate à pandemia adotadas pelo Plano SP”.

*Com informações de Jovem Pan.









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