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10 de novembro: Reflexão sobre prevenção, direitos e inclusão das pessoas surdas na sociedade



A surdez pode afetar pessoas de qualquer idade, ter diferentes graus, tipos, ser congênita ou adquirida. Seus prejuízos são diversos, entre eles, alterações na comunicação que impactam na saúde, qualidade de vida, desenvolvimento acadêmico e relações de trabalho. Quando não congênito há maneiras de prevenir a surdez, porém se diagnosticado com perda auditiva é o fonoaudiólogo, profissional que vai contribuir de forma decisiva para a qualidade de vida do paciente com algum grau de surdez. Hoje, 10 de novembro é Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez.

De acordo com a coordenadora do Departamento de Fonoaudiologia da Santa Casa de Piracicaba, Érica Sbravatti, o fonoaudiólogo é um dos profissionais capacitados para prevenir, promover, diagnosticar e tratar os diferentes tipos e graus de perda auditiva, bem como aspectos relacionados a dificuldades de fala e linguagem.

Como estamos no novembro roxo, mês da prematuridade, vale ressaltar que dados do Ministério da Saúde revelam que a prevalência da deficiência auditiva varia de um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos e de um a quatro para cada cem recém-nascidos provenientes de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal.


Quanto mais cedo à detecção, melhor será a qualidade de vida desse bebê, que precisa de todos os estímulos possíveis para se desenvolver. Segundo Érica, na Santa Casa, o exame da orelhinha, como é chamado, é realizado antes da alta hospitalar do recém-nascido. “Quando detectamos algum tipo de alteração ou fatores de risco, realizamos novo teste em 30 dias”, explica.

Na Santa Casa, segundo a fonoaudióloga, de janeiro a outubro deste ano, foram realizados 1.769 exames da orelhinha, desses, 140 precisaram refazer o teste, sendo que cinco deles foram encaminhados com carta ao pediatra para que fosse feito diagnóstico de surdez. “Toda vez que segundo teste aponte falha, enviamos carta ao pediatra com sugestão de investigação mais profunda da perda auditiva, pois o diagnóstico e a conduta devem ser feitos antes dos 2 anos de idade, para que os déficits de linguagem sejam minimizados ao máximo”, enfatiza Érica.

INCLUSÃO

No mundo, há, pelo menos, 800 milhões de pessoas com alguma perda auditiva. No Brasil, são cerca de 5,8 milhões de pessoas. A cada mil crianças nascidas no País, cinco já nascem com deficiência auditiva. Essas pessoas lutam há séculos por igualdade, equidade e inclusão social.



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