Pular para o conteúdo principal

Operadora de saúde não pode negar tratamento fora do rol da ANS


É abusivo negar cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Com essa fundamentação, baseada na Súmula 102 do Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz José Augusto Nardy Marzagao, da 4ª vara cível de Atibaia (SP), decidiu que é obrigação de uma operadora de saúde custear terapia especializada para criança com autismo.

O menor de idade foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e lhe foi recomendado, pela médica responsável por seu tratamento, terapia ocupacional com abordagem em integração sensorial. Apesar disso, ele não foi atendido pelo convênio.

O juiz explica que, nesse contexto, a ausência de profissionais credenciados pela operadora de assistência à saúde na área do tratamento demandado pela criança impõe para o réu o custeio integral da terapia.

Ainda, a determinação diz que não é lícita a operadora de saúde impor ao autor que se desloque para outro município para ter acesso à prestação de serviço que contratou, dada a flagrante abusividade conflagrada pela desvantagem excessiva imposta ao consumidor.

Assim, a sentença ordena o custeio integral de duas horas semanais do tratamento sob pena de multa diária de R$500, caso a decisão não seja cumprida. O cliente foi assessorado pelo advogado Cléber Stevens Gerage.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corpo é encontrado em área rural às margens da estrada Conchal–Martinho Prado

Condutores relatam risco em acessos de Conchal devido a mato alto às margens da SP-191 - A demanda foi formalmente encaminhada pelo F5 à concessionária responsável

Horários do ônibus circular e telefones úteis Conchal

Estado de greve no Consórcio 8 de Abril: Secretaria de Saúde avalia impactos e descarta prejuízos aos serviços em Conchal

EUA lançam ataque à Venezuela; Trump afirma que Nicolás Maduro foi capturado