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No Timor Leste, papa Francisco pede ‘responsabilidade’ para prevenir abusos de menores - O líder religioso também condenou ‘o abuso de álcool entre os jovens e sua incorporação a gangues’; o pontífice concluiu lembrando que 65% da população no país é jovem, pedindo ao governo que invista em educação

Além disso, desejou que o exemplo desse país sirva “também em outras situações de conflito, em diferentes partes do mundo, para que o desejo de paz e a purificação da memória prevaleçam, para curar as feridas e combater o ódio com a reconciliação e o confronto com a colaboração”. Entre os desafios atuais enfrentados pelo país, que está entre os mais pobres do mundo, o papa Francisco citou “o fenômeno da emigração, que é sempre um indicador de um uso insuficiente ou inadequado dos recursos, bem como da dificuldade de oferecer a todos um emprego que produza um retorno justo e garanta às famílias uma renda que corresponda às necessidades básicas”.

O líder religioso também condenou “o abuso de álcool entre os jovens e sua incorporação a gangues que, encorajadas por seu conhecimento de artes marciais, em vez de usá-lo a serviço dos indefesos, aproveitam-no para exibir o poder efêmero e prejudicial da violência“. O problema das gangues violentas que usam artes marciais levou o governo a proibir essas práticas desde março deste ano. Para resolver esses problemas, o papa pediu às autoridades que “gerenciem melhor os recursos naturais do país, como petróleo e gás”, que, segundo ele, “podem oferecer possibilidades sem precedentes de desenvolvimento”.

O pontífice concluiu lembrando que 65% da população do Timor Leste tem menos de 30 anos, pedindo ao governo que invista em educação. “Não está neste discurso, mas quero lhes dizer: este é um belo país, mas a melhor coisa que um país tem é o seu povo. Cuidem de seu povo, amem seu povo. É um povo maravilhoso”, complementou.



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