Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar na
noite de 28 de março, deixando um rastro de destruição e sofrimento. Segundo
informações das autoridades locais, o número de mortos já ultrapassa 2.700, e mais
de 4.500 pessoas ficaram feridas. Estima-se que esse número possa ultrapassar
3.000, à medida que os trabalhos de resgate avançam.
O epicentro foi registrado nas proximidades de Sagaing, nos
arredores da cidade de Mandalay, região densamente povoada e marcada por
construções frágeis, muitas delas erguidas com técnicas e materiais econômicos,
o que agravou os efeitos do tremor.
O abalo sísmico também causou impactos fora das fronteiras de
Mianmar. Em Bangkok, na Tailândia, o colapso de um edifício em construção
deixou ao menos 17 mortos.
Nas cidades de Sagaing e Mandalay, a situação é crítica.
Moradores estão sem acesso a eletricidade, água potável e alimentos, forçados a
viver ao relento. As equipes de resgate enfrentam enormes dificuldades, com
estradas danificadas e infraestrutura comprometida. A escassez de equipamentos
e suprimentos dificulta a busca por sobreviventes.
O cenário de calamidade é ainda mais grave devido à guerra
civil em curso no país. Relatos indicam que áreas afetadas pelo terremoto
continuam sendo bombardeadas, o que impede a chegada de ajuda humanitária em
regiões isoladas. A Organização Mundial da Saúde já alerta para riscos de
surtos de doenças como cólera, agravados pelas más condições sanitárias e pela
superlotação nos abrigos improvisados.
A comunidade internacional começou a se mobilizar. A
Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho
atua em parceria com entidades locais, e países como a Espanha anunciaram o
envio de recursos para ajudar as vítimas.
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