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Carla Zambelli é presa na Itália após ser considerada foragida do Brasil e incluída na lista da Interpol

F5 Conchal e Região

Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, em Roma, na Itália, após quase dois meses foragida. A prisão foi confirmada pelo Ministério da Justiça do Brasil e ocorreu após a identificação da parlamentar pelas autoridades italianas, com base em um alerta vermelho emitido pela Interpol. Zambelli havia deixado o Brasil no fim de maio, pouco antes de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos e oito meses de prisão por crimes relacionados à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à falsificação de decisões judiciais.

A operação que levou à prisão da deputada foi articulada com base em informações compartilhadas entre autoridades brasileiras e italianas. O parlamentar italiano Angelo Bonelli confirmou que o endereço de Zambelli em Roma foi comunicado às autoridades locais, o que facilitou a ação da polícia italiana. Zambelli foi encontrada em um apartamento na capital e não ofereceu resistência no momento da abordagem. Zambelli possui cidadania italiana, o que poderá influenciar o andamento do processo de extradição.

A condenação da deputada pelo STF teve como base sua participação em um esquema que inseriu decisões falsas no sistema do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação, o Supremo também determinou a perda do mandato parlamentar e solicitou a inclusão do nome de Zambelli na lista da Interpol. A defesa recorreu, mas os recursos foram rejeitados, e a decisão transitou em julgado, tornando-a definitiva.

Desde então, Zambelli passou a ser considerada foragida. Investigações apontam que ela deixou o Brasil por via terrestre, entrando na Argentina, e de lá seguiu para os Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália. Durante esse período, Zambelli chegou a afirmar publicamente que, por ter cidadania italiana, não poderia ser extraditada. No entanto, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça e do Itamaraty, já formalizou o pedido de extradição e aguarda a decisão das autoridades judiciais italianas.

A legislação italiana prevê que a extradição de seus cidadãos não é obrigatória, mas pode ser autorizada dependendo do tipo de crime e dos acordos bilaterais em vigor. O caso agora será analisado por cortes italianas, que decidirão se a parlamentar poderá ser enviada de volta ao Brasil para cumprir sua pena. Enquanto isso, Zambelli permanece detida, à disposição das autoridades italianas. O governo brasileiro acompanha o processo e aguarda uma definição formal sobre a continuidade do trâmite de extradição.



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