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Imprensa internacional: tarifaço gera críticas globais, suspeitas de manipulação cambial e protestos nos EUA contra ingerência política e impactos econômicos


F5 Conchal e Região

A imposição de tarifas de até 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros continua repercutindo fortemente na imprensa internacional e provocando reações tanto no Brasil quanto no exterior. O tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump foi interpretado por veículos internacionais como uma medida mais política do que econômica, especialmente por estar diretamente ligada à pressão sobre o governo brasileiro em relação aos processos judiciais envolvendo Jair Bolsonaro.

Jornais como o The New York Times e o Washington Post destacaram o caráter diplomático e estratégico da decisão, classificando o ato como uma “guerra comercial repentina” e uma forma de retaliação velada por conta da condenação de Bolsonaro no Brasil. O Wall Street Journal foi além e sugeriu que a medida se insere em um contexto de apoio explícito de Trump ao ex-presidente brasileiro, mencionando inclusive a suspeita de que interesses financeiros ligados ao bolsonarismo possam ter lucrado com a alta do dólar após o anúncio.

Na Europa, o The Guardian, do Reino Unido, criticou a política comercial errática de Trump e alertou para o risco de que tarifas tão altas impactem não apenas o Brasil, mas também o próprio consumidor americano, com aumento de preços e potencial para pressionar a inflação interna. O francês Le Monde apontou que Trump estaria usando as tarifas como moeda de troca para interferir na política brasileira, o que foi classificado como um gesto de ingerência sobre a soberania de outro país. A alemã Deutsche Welle afirmou que o argumento de déficit comercial usado pelos EUA para justificar o tarifaço não se sustenta diante dos dados atuais.


O jornal argentino Clarín descreveu a decisão como “drástica” e alertou para a intensificação das tensões bilaterais. Agências como a Reuters e Bloomberg informaram que o governo brasileiro já estuda retaliações comerciais, mas evita adotar medidas que prejudiquem diretamente empresas americanas instaladas no país. O governo do Brasil também anunciou que levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar formalmente as tarifas.

Nos Estados Unidos, a medida de Trump provocou reações de setores empresariais e de movimentos sociais. Durante o final de semana, manifestantes se reuniram em frente à Casa Branca para protestar contra o tarifaço, afirmando que as tarifas não apenas comprometem as relações comerciais com o Brasil, como também prejudicam os próprios consumidores americanos, especialmente em produtos como suco de laranja, aço e outros itens brasileiros que podem encarecer no mercado interno. Entre os manifestantes, havia representantes de importadores, sindicatos e defensores de relações comerciais justas, que acusaram o governo Trump de usar o comércio como ferramenta política em vez de proteger efetivamente a economia dos EUA.

A tensão entre os dois países, que já vinha se desenhando nos bastidores diplomáticos, ganhou novos contornos com as suspeitas de manipulação do mercado de câmbio no Brasil, diante de operações atípicas registradas pouco antes do anúncio das tarifas



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