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Kim Jong-un ordena que tropas da Coreia do Norte se preparem "para uma guerra real" e reforça aliança militar com a Rússia

F5 Conchal e Região 

Em mais uma demonstração de força e intensificação do discurso bélico, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou que suas tropas estejam preparadas “para uma guerra real a qualquer momento”. A declaração foi feita durante uma competição de tiro de artilharia supervisionada por ele e transmitida pela mídia estatal norte-coreana. Nas imagens, Kim aparece observando atentamente os disparos com binóculos, acompanhado por altos oficiais militares, enquanto unidades lançavam projéteis no mar.

A ordem de prontidão ocorre em meio ao aprofundamento dos laços entre Pyongyang e Moscou. De acordo com agências de inteligência da Coreia do Sul e do Reino Unido, mais de 10 mil soldados norte-coreanos teriam sido enviados para apoiar operações na região de Kursk, na Rússia, nos últimos meses, como parte de um acordo militar entre os dois países. Estima-se que pelo menos 600 soldados da Coreia do Norte morreram em combate, além de milhares de feridos, o que mostra a crescente presença militar de Pyongyang em conflitos externos.

Durante o exercício militar, Kim afirmou que as tropas devem estar aptas a “destruir o inimigo em cada batalha”, indicando que a ordem vai além de mera retórica, sendo parte de uma estratégia de modernização e intensificação do treinamento de combate. Especialistas apontam que, ao lado da Rússia, a Coreia do Norte vem ganhando experiência militar real em campos de batalha, especialmente em áreas como guerra eletrônica, uso de drones e táticas de artilharia em larga escala.

A movimentação militar ocorre dias após Kim Jong-un conversas com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na cidade portuária de Wonsan. O encontro reafirmou a aliança entre os dois países, estabelecida formalmente em 2024, com cláusulas de defesa mútua. Lavrov chegou a classificar a relação como uma “irmandade invencível de luta”, reforçando a retórica de cooperação estratégica frente ao Ocidente.

As declarações de Kim elevaram novamente a tensão na Península Coreana. O governo da Coreia do Sul respondeu com cautela, mas reforçou sua vigilância e alertou para o risco de provocação. Já os Estados Unidos monitoram de perto a crescente cooperação militar entre Coreia do Norte e Rússia, vista com preocupação por Washington, especialmente no contexto do prolongado conflito na Ucrânia.



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