Nesta
quarta-feira (20), o governo federal reagiu rapidamente à derrota sofrida na
instalação da CPMI do INSS, comissão criada para investigar fraudes no
Instituto Nacional do Seguro Social. A oposição conseguiu garantir a
presidência com o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria com o
deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), em substituição a Omar Aziz
(PSD-AM), que contava com o apoio do Planalto. O resultado de 17 votos a 14 foi
considerado um revés para o Palácio do Planalto, que tentava manter maior
controle sobre os trabalhos da comissão.
Poucas horas
após a derrota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião reservada no Palácio da
Alvorada. O encontro, que não constava na agenda oficial, durou entre 20 e 40
minutos e teve como objetivo discutir os efeitos imediatos da perda de espaço
dentro da CPMI.
Paralelamente,
a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), convocou uma
reunião de emergência no Palácio do Planalto com líderes do PT e da base
aliada. Participaram nomes como os senadores Rogério Carvalho (PT-MG) e
Randolfe Rodrigues (PT-AP), além dos deputados José Guimarães (PT-CE),
Lindbergh Farias (PT-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O encontro teve como pauta
principal reforçar a necessidade de coesão interna e redefinir estratégias de
articulação política no Congresso.
A preocupação do governo é que a nova composição da CPMI amplie o alcance das convocações e aumente o desgaste político. Entre os nomes que podem ser chamados a depor estão o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e o sindicalista Frei Chico, irmão do presidente.

%203866%20-3814.jpg)
Comentários
Postar um comentário
Olá, agradecemos a sua mensagem. Acaso você não receba nenhuma resposta nos próximos 5 minutos, pedimos para que entre em contato conosco através do WhatsApp (19) 99153 0445. Gean Mendes...