As
investigações da Polícia Federal em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro
ganharam novos capítulos que envolvem aliados e familiares. Um dos nomes que
passou a figurar no inquérito foi o do pastor Silas Malafaia, líder religioso
próximo ao clã Bolsonaro. Durante operação realizada no Aeroporto do Galeão, no
Rio de Janeiro, a PF apreendeu passaporte e celulares do pastor, além de impor
restrições, como a proibição de contato com outros investigados e de deixar o
país. Malafaia é citado por supostamente incentivar Bolsonaro a descumprir
medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reforçando sua
influência dentro do núcleo político em investigação.
Em reação, o
pastor usou as redes sociais para criticar o ministro Alexandre de Moraes, a
quem chamou de “ditador da toga”. Também classificou sua inclusão no inquérito
como perseguição política. A medida da PF integra um conjunto de apurações
sobre obstrução da Justiça e tentativa de abolição do Estado Democrático de
Direito, envolvendo a atuação de figuras políticas, familiares e líderes
religiosos.
Paralelamente,
o relatório da PF revelou mensagens que expuseram atritos pessoais entre Jair
Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro. Em conversas obtidas por meio de
aplicativo de mensagens, Eduardo reagiu com irritação a críticas feitas pelo
pai, chegando a chamá-lo de “ingrato” em meio a palavrões. O deputado
demonstrou insatisfação com a condução de articulações políticas nos Estados
Unidos e chegou a dizer que, se fosse impedido de avançar nesse campo, “quem
iria se prejudicar seria o próprio pai”.
Apesar do tom agressivo, na madrugada seguinte Eduardo enviou uma mensagem de desculpas a Jair, admitindo que havia exagerado nas palavras e que tinha se deixado levar pelo momento de tensão.

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