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Correios têm prejuízo de mais de R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2025


Os Correios atravessam em 2025 a fase financeira mais delicada de sua história. O balanço do primeiro semestre apontou um prejuízo acumulado de R$ 4,37 bilhões, três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, e o resultado mais negativo desde a criação da estatal. O rombo se soma a uma série de oscilações nos últimos governos, que alternaram períodos de lucro e déficit.

Governo Dilma Rousseff

Nos anos finais do governo Dilma, a empresa enfrentou sucessivos resultados negativos. Em 2015, o prejuízo alcançou R$ 2,1 bilhões e, em 2016, R$ 1,4 bilhão. A combinação de aumento de despesas e queda de receitas consolidou o quadro deficitário, gerando pressões por ajustes.

Governo Michel Temer

A gestão seguinte conseguiu reverter a tendência. Com medidas de contenção e reestruturação, os Correios fecharam 2017 com lucro de R$ 667 milhões e 2018 com resultado positivo de R$ 161 milhões. O período marcou a recuperação parcial da estatal, que conseguiu reduzir custos e ampliar eficiência operacional.

Governo Jair Bolsonaro

Durante a administração Bolsonaro, a empresa apresentou lucros expressivos em três dos quatro anos. Em 2019, o saldo positivo foi de R$ 102 milhões. Em 2020, beneficiada pelo crescimento do comércio eletrônico durante a pandemia, a estatal lucrou R$ 1,5 bilhão. O ano de 2021 foi o mais lucrativo, com R$ 3,7 bilhões em ganhos recorrentes (lucro líquido de R$ 2,2 bilhões). Em 2022, entretanto, houve retorno ao vermelho, com prejuízo de cerca de R$ 767 milhões, após reclassificações contábeis e inclusão de passivos trabalhistas.

Governo Lula

Desde 2023, os números voltaram a mostrar déficits. O prejuízo foi de R$ 596 milhões naquele ano e saltou para R$ 2,6 bilhões em 2024. Em 2025, o quadro se agravou: o segundo trimestre sozinho acumulou perdas de R$

2,64 bilhões, e o semestre fechado resultou em um déficit de R$ 4,37 bilhões. No período de janeiro de 2023 a julho de 2025, os Correios acumularam R$ 7,5 bilhões em prejuízos, configurando o maior rombo já registrado pela estatal.

Os Correios apresentam em 2025 uma deterioração inédita, contrastando com os períodos de recuperação nos governos Temer e Bolsonaro. O atual cenário resulta da soma de perda de receitas, aumento de despesas e acúmulo de passivos. Embora haja esforços de reestruturação, o quadro indica que a estatal depende de medidas estruturais mais profundas para garantir sustentabilidade no médio e longo prazo.




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