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Lu Gatti: “Empreender é escrever a própria história com a caneta da coragem”

Mulheres Empreendedoras

Da infância vendendo adesivos na escola aos 44 anos como mentora, palestrante e empresária, a trajetória de Lu Gatti mostra que o começo cabe na palma da mão e o resultado nasce de estudo, método e propósito. Fisioterapeuta com 17 especializações, pós-graduada em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia, com formações em psicanálise, psicoterapia integrativa, perícia judicial e análise de linguagem não verbal, Lu percorreu saúde, educação e desenvolvimento humano: liderou centro acadêmico de formação, mentoria e agência de inovação, criou métodos aplicados a profissionais (como odontologia) e hoje consolida a D.A.M.A. (Desenvolvendo Autoridade e Mentalidade Aceleradora), empresa dedicada a consultoria, mentoria e palestras ligadas em inteligência relacional. Em Conchal, organizou uma conferência acessível que resultou em 160 certificados para reforçar o currículo de participantes.

Na conversa com Gean Mendes (F5), Lu lotou ao primeiro insight, ainda criança: identificar como oferecer uma solução e aprender com a fórmula. “Aquilo que era a minha dor passa a ser o desejo de outra pessoa”, diz ao lembrar da venda do primeiro adesivo, ao pintar daí, construir a ideia que liderar sua atuação empreendedora é criar solução para um problema — isso começou com o que já está ao alcance.

Confronte crenças; nas outras pessoas

Ao tratar do lugar da mulher no empreendedorismo, Lu evita polarizações e enfatiza liberdade responsável: “A mulher não tem que estar fora de casa; ela pode estar”. O ponto central, afirma, é reconhecer valor, ciclos e resiliência, combinando papéis conforme a realidade de cada família, sem competição artificial entre gêneros. O que importa é assumir protagonismo e recusar a posição de espectadora:

“Empreender é escrever a própria história com a caneta da coragem.”

Esse protagonismo, porém, exige: preparo técnico, estudos e autorresponsabilidade. Estudar, buscar cursos (inclusive gratuitos), compor um currículo mínimo e aceitar o começo pequeno são atitudes recorrentes em sua fala. “Todo trabalho é dignificante”, concorda com o entrevistador, ao mesmo tempo em que critica a postura de esperar que “alguém abra a porta”.

A “terra” que sustenta os pilares

O eixo conceitual de Lu é a inteligência relacional — a “terra” que nutre os pilares financeiro, emocional, espiritual e corporal. Em linguagem simples, ela a define como a capacidade consciente de se relacionar: consigo mesma (autoconhecimento), com a família, com o trabalho e a comunidade. Sem essa base, competências isoladas não sustentam resultado de impacto, nem a liderança de um negócio.


Da “menina ferida” à “mulher desimpedida” o passo para as palestras veio de um convite espontâneo. Com isso postula, Lu propôs a imagem da “menina ferida” que é acolhida e desimpedida — dinâmica que inspira sua força. “Minhas cicatrizes são invisíveis para você; quando eu palestr,o elas se tornam visíveis e ajudam a cicatrizar a ferida do outro”, resume. A meta agora é falar para públicos maiores e alcançar um TEDx — objetivo que ela transformou em compromisso público.

O caminho só se faz caminhando

Para quem está começando, especialmente mulheres e jovens, Lu resume em coragem, criatividade e resiliência a base de sua jornada possível. O caminho só se faz caminhando: não há espera por um ideal melhor, há movimento responsável com o que já está em mãos. “Se você não fizer o seu melhor nas condições que tem agora, não fará melhor quando estiver em condições ideais; porque excelência é hábito, não providência.” No fundo, mensagem é direta e prática: “Oportunidade você cria; ninguém vai te dar.”

A entrevista costura exemplos simples — ela fundou sua empresa de aprendizado e aceitou começar pequeno em Conchalidade. Também abordou temas sensíveis do trabalho (NR-1, assédio moral e sexual) com leveza e firmeza, reforçando ao público a seriedade.

Cuidar em passos pequenos, acreditar em processos, criar rotina, estudar e compartilhar experiências. Cuidar com consistência é o tripé que Lu Gatti vive e ensina. A entrevista completa do quadro Mulheres Empreendedoras estará disponível nas plataformas do F5, na próxima semana.

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