A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, nesta terça-feira
(30), mais de 17,7 mil produtos durante uma operação contra a falsificação de
bebidas alcoólicas em Americana, no interior do estado. A ação ocorreu em meio
a uma série de casos de intoxicação por metanol registrados em São Paulo, que
já resultaram em três mortes confirmadas.
A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de
Investigações Criminais (Deic) e cumpriu mandados em três endereços, entre eles
uma chácara na zona sul da cidade, no bairro Bosque dos Ipês. No local, eram
produzidos uísque, gim e vodca de forma clandestina. Foram encontrados garrafas
vazias, bombas com líquidos e maquinário para envase. De acordo com o Deic, não
houve apreensão de metanol no imóvel.
Duas pessoas foram presas em flagrante e responderão por
crimes contra a saúde pública, contra a propriedade material e contra as
relações de consumo. Segundo o delegado Wagner Carrasco, responsável pela
investigação, o imóvel era monitorado havia mais de um mês e servia não apenas
ao comércio local, mas também à capital paulista.
Mortes por
metanol
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a terceira
morte relacionada ao consumo de bebida adulterada com metanol no estado. O caso
mais recente ocorreu em São Bernardo do Campo, no domingo (28), envolvendo um
homem de 45 anos. Outros dois óbitos haviam sido registrados anteriormente: um
homem de 48 anos, também em São Bernardo, e outro de 54 anos, na capital.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou ainda
que foram identificados 13 casos suspeitos de intoxicação por metanol, dos
quais cinco estão em investigação, cinco receberam alta e três permanecem
internados. Já o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) confirmou seis casos e
apura dez ocorrências no estado.
Alerta das
autoridades
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da
Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad),
classificou a situação como potencial surto epidêmico, destacando que, diferentemente
de casos anteriores envolvendo moradores de rua e uso de combustível, desta vez
a intoxicação está ligada a cenas sociais de consumo alcoólico.
Em nota, a Senad reforçou que a ingestão de metanol pode
provocar intoxicações graves e fatais, exigindo resposta rápida das autoridades
e atenção da população. O órgão alertou para sintomas como visão turva, dor de
cabeça intensa, náusea, tontura e rebaixamento do nível de consciência, que
devem motivar procura imediata por atendimento médico.
Recomendações
a estabelecimentos e consumidores
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitiu nota
técnica com recomendações a bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis,
mercados, atacarejos, distribuidores e plataformas de e-commerce. Entre as
orientações estão
*adquirir bebidas apenas de fornecedores formais com CNPJ
ativo;
*exigir nota fiscal e conferir a chave de segurança na
Receita Federal;
*não aceitar garrafas com lacres violados, rótulos
desalinhados ou de baixa qualidade;
*desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
*evitar qualquer prática de “teste caseiro”, como cheirar ou
acender o líquido.
As investigações continuam sob responsabilidade das
delegacias de São Bernardo do Campo e de Cidade Dutra, na capital paulista, que
apuram os casos de consumo de bebida adulterada.

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