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Estudante da rede pública de Conchal relata experiência transformadora em intercâmbio na Nova Zelândia

Aluno da Escola Estadual Padre Alberto Vellone, Jonas Alves Cordeiro participou do programa Prontos Pro Mundo e compartilhou com o  F5 os aprendizados culturais, linguísticos e pessoais vividos durante quase três meses no exterior.


No dia 1º de outubro de 2025, o estudante Jonas Alves Cordeiro, então com 16 anos, deixou Conchal rumo a uma experiência que mudaria sua forma de ver o mundo. Selecionado pelo programa Prontos Pro Mundo, do Governo do Estado de São Paulo, o aluno da Escola Estadual Padre Alberto Vellone embarcou para a Nova Zelândia para um intercâmbio de três meses. Agora, de volta ao Brasil, Jonas compartilhou com o F5 não apenas fotos e fatos, mas sentimentos, aprendizados e reflexões profundas sobre tudo o que viveu.

Desde os primeiros momentos no país, o impacto foi imediato. Jonas conta que, ainda no aeroporto, já era possível perceber o valor dado à cultura indígena maori. Estátuas, letreiros na língua nativa, tatuagens e manifestações culturais espontâneas chamaram sua atenção. “É algo que, quando você tem contato, nunca mais esquece”, relatou. Para ele, a forma como a Nova Zelândia preserva e dá espaço à cultura de seus povos originários foi uma das experiências mais marcantes da viagem, especialmente quando comparada à realidade brasileira.

Maior parque de diversões da nova Zelândia


A imersão cultural veio acompanhada de um intenso aprendizado linguístico. O inglês, segundo Jonas, deixou de ser apenas uma disciplina para se tornar uma ferramenta viva, usada diariamente. O sotaque neozelandês, inicialmente desafiador, foi sendo compreendido com o tempo, reforçando a importância da vivência prática. “É uma imersão total. Você é obrigado a usar a língua, e isso muda completamente a forma de aprender”, contou. Para ele, essa experiência abriu portas não apenas para retornar à Nova Zelândia, mas para sonhar com outros países de língua inglesa, como Inglaterra e Estados Unidos.

Outro ponto destacado pelo estudante foi o sentimento de inclusão. Jonas relatou que, como brasileiro, sentiu-se acolhido em um país marcado pela diversidade, com forte presença de imigrantes asiáticos e de diferentes religiões e culturas. Essa convivência ampliou sua visão de mundo e reforçou valores como respeito e convivência multicultural.

Teatro no centro de Auckland


Além da cultura e do idioma, Jonas observou atentamente a organização do país. O sistema de transporte público acessível, o planejamento urbano, a infraestrutura e até a forma como as pessoas lidam com trabalho, salário e custo de vida chamaram sua atenção. Ele explicou que, mesmo recebendo uma bolsa durante o intercâmbio, precisou se organizar financeiramente, aprendendo na prática sobre planejamento e responsabilidade. “Todo esse conhecimento eu trago para o Brasil e tento aplicar”, afirmou.

Museus gratuitos para residentes, viagens acessíveis de trem, cidades bem conectadas e espaços públicos bem cuidados reforçaram a percepção de um país estruturado. Para Jonas, tudo isso contribuiu para uma experiência que vai muito além do currículo escolar.

Estatua de Kiwi: Pássaro nativo da nova Zelândia


Ao relembrar o processo de seleção, ele fez questão de destacar que o caminho começou no SARESP, passou por cursos intensivos de inglês, provas on-line e muita persistência. Mesmo após não ser aprovado em uma das etapas intermediárias, seguiu tentando até conquistar a vaga definitiva. “Mesmo quem não vai ao intercâmbio já ganha muito com o curso. É uma oportunidade real de aprendizado”, destacou.

Hoje, Jonas retorna a Conchal com um olhar mais amplo, sonhos maiores e a certeza de que a educação pública pode, sim, transformar trajetórias. Seu relato é carregado de emoção, gratidão e consciência de que a experiência vivida não ficou do outro lado do mundo, mas passa a fazer parte de quem ele é.

Vista da fabrica de açúcar, Chelsea


Mais do que uma viagem, o intercâmbio representou um encontro com novas culturas, novas possibilidades e, principalmente, com o próprio futuro. Para a escola, para a cidade e para tantos outros estudantes da rede pública, a história de Jonas segue como prova viva de que oportunidades, quando aliadas à dedicação, podem atravessar fronteiras.

Gratidão

Ao falar sobre o encerramento de sua experiência, Jonas fez questão de destacar que o intercâmbio só foi possível graças às pessoas que estiveram ao seu lado antes e durante a viagem. Ele começou agradecendo à família, que teve papel central em sua vivência. Segundo o estudante, o apoio do pai, da mãe e dos irmãos foi decisivo para que ele se sentisse seguro e acolhido durante todo o período fora do país. 

O estudante também expressou gratidão aos professores e alunos, tanto da Nova Zelândia quanto do Brasil. Em relação à Escola Estadual Padre Alberto Vellone, onde estuda em Conchal, Jonas destacou a importância da base educacional recebida ao longo dos anos, do incentivo constante e da confiança dos professores, que o prepararam para enfrentar o processo seletivo, o aprendizado do inglês e o desafio de viver em outro país. Para ele, o intercâmbio carrega também o esforço coletivo da escola pública que acreditou em seu potencial desde o início.

Durante a estadia no exterior, Jonas ressaltou o apoio dos educadores estrangeiros, muitos deles imigrantes, vindos de diferentes países e com sotaques variados. Segundo ele, essa diversidade fez com que os professores compreendessem as dificuldades dos estudantes internacionais e estivessem sempre dispostos a ajudar. Ele também agradeceu aos alunos e amigos que conheceu no intercâmbio, pessoas com quem construiu vínculos importantes e compartilhou experiências pessoais.

Outro agradecimento destacado foi direcionado ao sistema de acolhimento da escola estrangeira, que disponibiliza um  aluno responsável por orientar estudantes internacionais nos primeiros dias. Jonas relatou que esse acompanhamento foi essencial para sua adaptação, contribuindo para que se sentisse acolhido desde a chegada.

Jonas também agradeceu à família anfitriã que o recebeu na Nova Zelândia, destacando a recepção calorosa desde o primeiro dia. Ele lembrou, com carinho, o gesto de boas-vindas que recebeu ao chegar, simbolizando o acolhimento e a gentileza que marcaram toda a sua estadia. Para o estudante, apesar de reconhecer que nenhum país é perfeito, a experiência foi marcada por respeito, apoio e empatia.

“Sou muito grato por tudo o que fizeram por mim e pelo esforço que tiveram para me acolher”, resumiu Jonas. Para ele, mais do que aprender um novo idioma ou conhecer outra cultura, o intercâmbio foi uma experiência construída por pessoas — família, professores, colegas e educadores — que tornaram possível atravessar fronteiras e voltar diferente.













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