Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Coffee Break com foco em fraudes em licitações e desvios de recursos públicos
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), uma nova fase da Operação Coffee Break, que apura supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos relacionados a contratos de materiais didáticos no interior de São Paulo. A ação inclui medidas de busca e apreensão e constrições patrimoniais.
De acordo com informações preliminares, a investigação tem como um dos focos contratos firmados por prefeituras paulistas para aquisição de materiais educacionais, cujo processo licitatório e execução são objeto de apuração por parte da PF. As suspeitas envolvem direcionamento de procedimentos licitatórios, superfaturamento e desvios de verba pública a partir de contratos celebrados entre gestores municipais e empresas investigadas.
Entre os alvos da operação está Carla Ariane Trindade, identificada como ex-nora de Lula — ela foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente —, que já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em novembro de 2025 no âmbito da mesma operação. A PF identifica indícios de que, na fase anterior da investigação, Trindade teria atuado para intermediar interesses de empresas junto a órgãos públicos, o que motivou a inclusão de seu nome na apuração.
A Operação Coffee Break já cumpriu mandados em outras fases, incluindo buscas em residências e endereços ligados a pessoas investigadas e medidas cautelares em diferentes estados. A investigação é conduzida com base em autorização judicial e abrange suspeitas de crimes previstos no Código Penal e na legislação correlata, como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Não há nesta etapa confirmação de acusação formal contra os investigados, e as informações apuradas até o momento referem-se a diligências em andamento. Autoridades envolvidas ressaltam que a investigação busca identificar a participação de agentes públicos e privados na suposta prática de irregularidades em procedimentos licitatórios e na destinação de recursos públicos.
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