Violência contra mulheres: São Paulo registra 266 assassinatos no ano passado; Brasil tem quase 1.500 casos
Um balanço divulgado na quinta-feira (29) revela que 266 mulheres foram assassinadas no estado de São Paulo em 2025, em casos classificados como homicídios relacionados ao gênero. O número representa um aumento em comparação ao ano anterior e é o maior registrado na série histórica estadual, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Na capital paulista, também houve alta: 60 mulheres foram mortas no ano passado em casos motivados pela condição de gênero, o maior total desde o início da série histórica, em 2018.
Cenário nacional: quase 1.500 casos
No plano nacional, o levantamento preliminar aponta que o Brasil registrou quase 1.500 assassinatos de mulheres em 2025 em ocorrências relacionadas a gênero — mesmo sem a incorporação final dos dados de dois estados que ainda não haviam enviado suas informações completas no momento da consolidação do balanço.
Especialistas em segurança pública ressaltam que os números nacionais ainda podem ser revisados à medida que os estados completem a entrega de suas estatísticas. Ainda assim, a cifra consolidada até o momento confirma a persistência da violência letal contra mulheres no país.
Tendência preocupante
Os dados reforçam um cenário já observado nos últimos anos: a cada dia dezenas de mulheres são vítimas de agressões terminadas em morte. Estudos de segurança pública indicam que, em média, quatro mulheres morrem por dia no Brasil vítimas de violência de gênero — um quadro que não apresentou redução significativa, mesmo com o feminicídio sendo tipificado como crime desde 2015.
Organizações da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos das mulheres destacam que a manutenção de índices tão elevados evidencia falhas persistentes na prevenção, proteção e responsabilização dentro das políticas públicas.
Resposta institucional
Autoridades estaduais afirmam que as forças de segurança intensificaram ações de monitoramento e proteção a mulheres em situação de risco, além de ampliar a divulgação de canais de denúncia. Ainda assim, segundo especialistas, a efetividade dessas medidas depende de integração entre serviços de proteção, assistência social, saúde e justiça.
O balanço divulgado nesta quinta também coloca em foco a necessidade de um sistema de coleta e compartilhamento de dados mais ágil entre os estados, para que os números reflitam com precisão a realidade nacional — especialmente em um contexto no qual informações de algumas unidades federativas ainda não estavam consolidadas.

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