EUA enviam mais três navios de guerra de milhares de fuzileiros para Oriente médio - Irã ameaça atacar destinos turísticos frequentados por americanos e israelenses
O governo dos Estados Unidos está enviando mais três navios de guerra e milhares de fuzileiros navais para o Oriente Médio. A informação é do jornal Wall Street Journal citando fontes do Pentágono.
A reportagem destaca que entre 2,2 mil e 2,5 mil fuzileiros navais estão a caminho do Comando Central dos EUA, responsável pelas forças militares americanas no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (20) em uma publicação na rede social Truth Social a falta de apoio de aliados da OTAN a guerra que o país trava com Israel contra o Irã no Oriente Médio.
Trump chamou esses países, alguns aliados de muitos anos dos EUA, de 'covardes'.
'Sem os EUA, a OTAN é um tigre de papel! Covardes, e nós nos lembraremos!', declarou.
'Eles não quiseram se juntar à luta para impedir um Irã com energia nuclear, reclamam dos altos preços do petróleo, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz'.
Nessa quinta-feira (19), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que países de todo o mundo, incluindo 'aliados ingratos' na Europa, deveriam agradecer a Trump por intervir no Irã.
Trump vem criticando as nações europeias depois que elas rejeitaram suas exigências de enviar navios de guerra para escoltar petroleiros através do estreito. Muitos líderes disseram que poderiam estar dispostos a se juntar a uma coalizão para patrulhar a região em disputa assim que as hostilidades cessarem.
Nesta terça-feira (17), os Estados Unidos disseram ter utilizado bombas de penetração profunda contra baterias antinavios do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o local, que Teerã mantém fechado desde o início da guerra.
O estreito é uma passagem controlada pelos iranianos por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. Desde que foi atacado, o Irã fechou a via, bloqueando o avanço de petroleiros, o que elevou o preço da commodity nos mercados internacionais.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nessa terça que 'não vai demorar muito' para que os navios possam atravessar o Estreito. Segundo ele, a Otan está 'cometendo um erro muito tolo' ao não querer ajudar os americanos na guerra contra o Irã e no desbloqueio da passagem marítima.
Países da Ásia e da Europa recusaram o pedido para apoiar uma operação. Trump disse que poderia ter pressionado os aliados, mas que não precisa de ajuda. Questionado sobre o aumento dos preços em consequência do conflito, Trump disse que o objetivo é impedir que 'lunáticos' tenham armas nucleares. Ele prometeu que o valor do barril de petróleo vai cair em breve, com o fim da guerra.
*Irã ameaça atacar destinos turísticos frequentados por americanos e israelenses
O Irã ameaçou nesta sexta-feira (20) atacar destinos e pontos turísticos que são frequentados por americanos e israelenses, sem dar maiores detalhes.
A afirmação foi do porta-voz do exército, Sardar Shekarchi, segundo a agência de notícias ISNA. Ele culpa a resposta após o 'assassinato de funcionários do governo e de alguns comandantes' do governo iraniano.
'Estamos de olho em seus covardes funcionários e comandantes, seus pilotos e seus soldados, e não demorará muito para que os arrastemos para fora de seus esconderijos e abrigos, em total humilhação e desonra, para infligir a punição que suas ações malditas merecem. De agora em diante, centros turísticos e de lazer ao redor do mundo serão inseguros para os inimigos', declarou.
O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, pediu que os inimigos de sua nação tenham a segurança deles retirada. A mensagem mais recente ao público foi feita nesta sexta-feira (20) após Israel matar o ministro da Inteligência, Esmail Khatib.
Khamenei emitiu um comunicado escrito em nome dele, assim como os anteriores, e foi enviado ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Mojtaba Khamenei não é visto desde que foi nomeado para liderar o país sucedendo o próprio pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo israelense no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.

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