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Governo brasileiro atua para evitar que EUA classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas


O Ministério das Relações Exteriores do Brasil iniciou movimentações diplomáticas para tentar impedir que os Estados Unidos classifiquem duas das principais facções criminosas do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV),  como organizações terroristas estrangeiras.

De acordo com informações divulgadas pela Band, o governo brasileiro trabalha com uma estratégia diplomática que busca adiar qualquer anúncio oficial por parte das autoridades americanas até que ocorra uma reunião presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, prevista para acontecer em Washington.

Segundo apuração da reportagem, o Itamaraty pretende dialogar com representantes do governo dos Estados Unidos para que a decisão seja discutida diretamente entre os dois chefes de Estado. No entanto, autoridades americanas teriam demonstrado hesitação em aguardar o encontro, argumentando que a reunião ainda não possui data confirmada.

Avaliação do governo brasileiro

Na avaliação do governo brasileiro, uma eventual classificação das facções como organizações terroristas poderia gerar consequências diplomáticas e jurídicas relevantes, além de ser interpretada como uma medida que poderia interferir na soberania nacional.

O tema ganhou novos desdobramentos após o Itamaraty receber, na terça-feira, um comunicado do Departamento de Estado dos Estados Unidos no qual as facções são descritas como uma ameaça relevante à segurança regional.

No documento, autoridades americanas apontam fatores como:

*elevado nível de violência

*atuação no tráfico internacional de drogas

*capacidade de articulação em redes de crime transnacional.

*Argumento brasileiro

Nas conversas diplomáticas, o governo brasileiro pretende defender a posição de que o PCC e o Comando Vermelho são organizações criminosas com foco principalmente em lucro financeiro, e não grupos com motivação ideológica ou política — elemento que normalmente caracteriza organizações classificadas como terroristas no cenário internacional.

Por essa interpretação, embora representem uma grave ameaça à segurança pública, as facções seriam enquadradas como grupos de crime organizado, e não como estruturas terroristas.

Possível ampliação da cooperação em segurança

Como parte da estratégia diplomática, o Brasil também pretende apresentar propostas de aprofundamento da cooperação bilateral em segurança pública, o que pode incluir o fortalecimento de parcerias entre órgãos de investigação brasileiros e agências americanas, como o FBI.

A intenção é demonstrar disposição para ampliar o combate conjunto ao crime organizado transnacional, ao mesmo tempo em que busca evitar uma classificação formal das facções brasileiras como organizações terroristas no sistema jurídico dos Estados Unidos.


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